segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma flecha contra o céu

O que se passa no mundo faz-me lembrar uma lenda da Grécia clássica de um homem que, indignado com a injustiça tirânica dos deuses para com a sorte dos humanos, lançou a sua flecha contra o céu. A flecha tombou manchada de vermelho e do céu começaram a chover gotas de sangue.

Se hoje alinhássemos em fila indiana os «deuses» que cometeram a infâmia de usar com desumanidade o governo dos homens, haveria milhões a atirar as suas flechas contra esses novos olímpos.

Mas os protestos dos milhões de homens desumanamente atingidos pelas injustiças cruéis dos novos deuses não valerão mais do que as flechas do atirador grego?

Se não o fizermos estaremos mais tarde a cantar como os Deolinda: «Que parvos que fomos».

Ao longo de muitas gerações, o homem tem engendrado formas de viver compatíveis com a sua espécie e a sua época. Chamamos a isso movimento e dialéctica. É como se fizéssemos uma escultura viva, sempre a caminhar, do que vai e do que vem, num constante renovar de ideias. E não nos venham dizer que isto são utopias, como dogmaticamente proclamam os novos compêndios do anticomunismo.

Bem sabemos que o anticomunismo tem raízes fundas, bem entranhadas nos grandes interesses económicos e financeiros. Quer o anticomunismo tropegamente visceral, quer o mais elaboradamente pseudo-pensante, muitas vezes em versões difusas, escusas de entrever, abundantemente publicadas e ensinadas em Universidades. O que se pretende prescrever é, obviamente, a ideia de uma nova sociedade, de melhor e mais autêntica igualdade. De maiores oportunidades e com garantias delas. Para o que já se chamou, na linguagem do romantismo revolucionário, ao assalto do céu.

Desesperam-se por não conseguirem calar a nossa voz.

Porque nós confiamos na força das ideias, quando elas se tornam actuantes como movimentos.

Temos um passado que pulsa orgulhosamente em nós. E temos um presente em que estamos tão indiscutivelmente presentes que ninguém pode contestar a nossa contribuição de liberdade e a nossa participação interveniente para uma sociedade que defendemos de porta aberta – uma sociedade em que todos tenham – e terão! – o direito de entrar.

CORO SANTA MARIA DE ARRIFANA




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PORTO É O MAIOR

Apesar da derrota contra o Sevilha e F.C. Porto mostrou mais uma vez, que é uma das melhores equipas da europa: PORTO FOR EVER



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que é o amor?

Todos nós em qualquer ocasião já nos interrogamos, o que é o amor? para mim o amor é tão sublime que é impossível descrevê-lo. contudo, tenho algumas ideias que quero partilhar sobre o que é o amor para mim.
- Amar é esquecer-se de si, dar-se sem medida, entregar, oferecer-se com o melhor de si mesmo, querer o melhor para o outro.
- Amar é compartilhar alegrias e tristezs, buscar soluções para os problemas, formando juntos uma união de pensamento, de sentimentos e ideais a conquistar.
- Amar é preferir o outro, sobretudo o que não agradece o que lhe faz, é sair de si mesmo para ir de encontro aos outros seres humanos.
- Amar é aceitar o outro e a vida, sabendo dar, comunicar, renunciar e viver para a pessoa amada.
- Amar é ser semelhante a um rio, sempre a andar e a crescer levando de vencida todos os obstáculos, que surgem, no seu caminhar, até morrer no mar infinito...
Quem ama deve tentar diáriamente redescobrir e viver a autentica grandeza, a força, o impulso, o vigor, a beleza, a atracção e as exigências..do verdadeiro amor

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Histórias da Carochinha

Estou cansado de canções e histórias de amor, falam sempre de um final feliz. Mas toda a gente sabe que a vida nunca funciona assim!!!
Existiu uma altura na vida em que acreditei piamente de que eu fazia parte de uma qualquer história, escrita por um argumentista - omnipresente e omnipotente -e que claro está me reservaria um final de fábula, e depois um Tê resolveria transformar para um Rui cantar. E seria cantado...
Hoje as canções já não deviam ser de amor mas de luta, de real, de pés-no-chão [talvez pelo aumentar do meu peso os pés já não consigam sair do chão ;-)].
Sinto pena daqueles que ainda vivem na esperança de ter uma misera história de amor, mais cedo ou mais tarde cairão numa desilusão onde só os mais fortes conseguirão sair.
Morreu o mito do Dom Quixote, morreram os mitos dos cavaleiros andantes, morreu Parcival.
Morram as canções e as histórias de amor. Morram.
Oh Deus o mundo que criaste já não existe...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segunda-feira triste

Estou como o tempo, murcho, o fim de semana foi para esquecer os Hippyes perderam por culpa própria com ajuda do treinador que cada vez percebe menos da coisa...
enfim, temos de levar a cruz ao calvário só faltam 5 jogos para acabar, o que vale são a familia, os amigos e as tainadas para esquecer.
Ainda por cima nunca mais vem sol, até os sonhos dormem com este tempo!
sim dormem!
O que há em mim é sobretudo cansaço, não disto nem daquilo,
nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

BOM FIM DE SEMANA

VIDA É POEMA

A vida é um poema muito lindo
Se assim a quisermos fazer
Nem tudo serão rosas
Mas tudo faremos para vencer

Coisas más e coisas boas
Coisas tristes e alegres
Tudo se junta num bolo
Só temos de separar as pestes

A vida é o maior poema
Desde que nascemos até ao morrer
Mas enquanto a vivemos
Temos de aproveitar e fazer tudo para a merecer

Não vale a pena andarmos tristes
E se tristes estamos temos de nos alegrar
E com essa alegria contagiar os outros
Para do poema fazer algo de encantar

E se tivermos sempre alegres
Com essa alegria podemos ajudar
Todos os que quisermos
E que se deixem libertar

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Isto é tão evidente… que ninguém vê?!

Ou melhor, alguns vêem. Os que são informados, os que não são analfabetos culturais, os que se interessam; mas também aqueles que provocam a série infindável de maldades, crimes e destruições que assolam este magnífico planeta onde temos vivido. Estes últimos vêem e sabem bem o que andam a fazer.

A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?

E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?

O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?

A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.

Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!

Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…

É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!

Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.

Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!

E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…

Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.

Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?

Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...

Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?

Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?

Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.

Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…

Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.

Tudo isto está à vista. É só querer ver.

Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.

E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.

É a nossa obrigação.

Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica.

Ou melhor, alguns vêem. Os que são informados, os que não são analfabetos culturais, os que se interessam; mas também aqueles que provocam a série infindável de maldades, crimes e destruições que assolam este magnífico planeta onde temos vivido. Estes últimos vêem e sabem bem o que andam a fazer.

A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?

E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?

O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?

A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.

Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!

Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…

É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!

Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.

Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!

E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…

Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.

Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?

Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...

Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?

Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?

Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.

Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…

Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.

Tudo isto está à vista. É só querer ver.

Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.

E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.

É a nossa obrigação.

Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

QUEM SOU EU?



Eu sou assim
Dois dentro dentro de mim…
Às vezes três
Quatro... cinco... seis...
Talvez seja um por mês.
Diversifico-me
Existe momentos em que dou um grito
Existe outros em que vivo um conflito
Apresento ao mundo a minha dor
Em outros momentos, só consigo falar de amor
o mais romântico
Melodramático
Imóvel
Carente ou decadente
Vingativo ou inconsequente
É nestes momentos em que eu não me apercebo
E transformo-me num homem cheio de medo
Cheio de reservas
Coberto de subtilezas
Sério e sem defesas
No minuto seguinte
No papel de homem machão fatal
Transformo-me logo no tal
E nesses momentos sou o dono do mundo
Seguro e destemido
Presunçoso e atrevido.
Rasgo todos os meus segredos ao meio
E exponho-me num letreiro
De poesia ou texto
Assalto, incendeio...
Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que nem é bom me lembrar
Sou assim
Vários de mim
Sorrisos por fora
Angústias a toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nem um único sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, deixo o meu desejo se perceber
O melhor é ninguém me conhecer
Fiquem apenas com as minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou muito mais complicado

Sou um em mil
E quem tentou, descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Que vai explodir em qualquer momento
Mas quem esteve nele
Nunca mais quis fugir
E ainda hoje se cá encontra