quinta-feira, 28 de abril de 2011

O dia do meu Aniversário - VIVA O 1º DE MAIO


Nasci para o mundo no dia 1 de Maio, é um dia especial para mim, não só porque faço mais um anito, mas, sobretudo porque é um dia de luta pelos direitos, contra a escravidão e que devia ter uma participação massiva de todos os que trabalham e para ganhar uma miséria e ainda por cima tem de pagar as asneiras destes ladrões que nos tem governado nos últimos anos.
Eu vou participar porque não pertenço a este povo arrebanhado como dizia já Guerra Junqueiro, se está a tornar num;
Um povo imbecilizado e resignado,humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo,
burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas,
feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O FMI para leigos

Estou farto e cansado de ouvir as pessoas falar no FMI, a grande maioria nem sequer sabe o que é, e como funciona por isso acho pertinente deixar aqui umas dicas...quem não gostar que não coma!
O FMI é uma estrutura de coordenação financeira do grande capital transnacional. O seu objectivo declarado é uma quadratura do círculo: o capitalismo pretenderia, com a sua criação, estabilizar o seu sistema monetário e preservá-lo das crises cíclicas do capitalismo.

Os países membros têm direito a voto na proporção da sua contribuição para o Fundo. Os 10 maiores contribuintes – EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Arábia Saudita, R. P. China, Canadá, Rússia – representam 55,3% da capacidade total de votos. De todos os países membros do seu conselho executivo, apenas um tem direito de veto – os EUA.

Na história do FMI destaca-se a simpatia por ditaduras fascistas e tiranias militares. Certamente porque regimes desse tipo facilitam a aplicação das suas «receitas de estabilização financeira», cujo padrão comum são os cortes nos serviços públicos e nos direitos dos trabalhadores, as privatizações, as «medidas de austeridade» para o povo. Os resultados conseguidos são, em todos os casos, muito semelhantes: o apoio do FMI ao Chile de Pinochet traduziu-se num aumento da dívida de 47%; ao Haiti de Jean-Claude Duvalier, de 78%; à Indonésia de Suharto, de 98%; ao Paraguai de Stroessner, de 96%1.

O actual presidente do FMI é um «socialista» francês, Dominique Strauss-Kahn. Entre o seu vasto currículo, tem o nome associado a um relatório que documenta o carácter radicalmente antidemocrático do projecto de «construção europeia» do grande capital. Datado de 2004, as suas «50 propostas»2 traçam o caminho da união política de uma UE federal, imperialista, comandada pelas grandes potências europeias, construída segundo um programa verdadeiramente totalitário em que os pequenos países seriam inteiramente esmagados. A primeira etapa desse processo já está concretizada com a aprovação, com outro nome, da «constituição europeia» que esse relatório preconizava.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desejo a todos uma Santa e Feliz Páscoa.



Que cada um de nós faça do seu dia a dia uma ressurreição constante, morrendo para o egoísmo, para a indiferença, para o comodismo, para o snobismo, numa abertura ressuscitada aos outros, na solidariedade e na paz.

O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 Arrifanenses.



Arrifana, lembrou no passado domingo,um acontecimento de extraordinário significado! O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 arrifanenses.
O respeito pelos antepassados, principalmente por aqueles que pagaram com o seu próprio sangue a vontade de defenderem a sua Terra, leva-nos a desejar manter viva a Memória dos Mártires de Arrifana perpetuada nas Alminhas, no Retábulo e no Monumento que várias gerações de arrifanenses foram erguendo para que jamais fossem esquecidos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os economistas e a crise

Cansado de ouvir falar tanto de crise deixo-vos aqui esta mensagem que me foi enviada, que é pertinente e actual!

Dizem os economistas que o pão está caro, que o vinho está caro, que viver está caro, mesmo pagando a pronto, mas que, se for para morrer, ó meus amigos, fazemos um desconto.

Dizem os economistas que assim não tem jeito, que Deus nos acuda, que venha o Diabo e escolha, que o Carmo caia, que a Trindade expluda, que, como bons fiéis que somos, nos queixemos ao bispo a propósito dessa grande lambança, ou, isso que é bonito, vendamos os anéis, os dedos e a nossa esperança.

Dizem os economistas que a Terra é quadrada, a lei da gravidade uma fantochada, boa para ser revogada, que água mole em pedra dura tanto bate até que a água acaba ou, pelo menos, é tributada, por um cêntimo, por um triz, colaborando para o redimensionamento das dívidas do país.

Dizem os economistas que dois e dois são quatro e, se a plateia concordar, dizem isso outra vez e vão repetindo até o infinito ou até ouvirem, vindo não se sabe de onde, um grito dizendo que a conta agora dá cinco, obrigando-os a contratar uma empresa de auditoria, pertencente a uma tia, ou uma gorda senhora, ex-mulher de um conde, leitora de tarot, só para verificar e certificar qual o mais certo valor.

Dizem os economistas, de manhã, que não devemos nos preocupar, que se é certo que o preço da água vai subir, também podemos intuir que será irrisória a nova taxa sobre o ar e, assim, caridosos que são, quase todos nós vamos poder continuar a respirar.

Dizem os economistas, de noite, que as previsões falharam, que os dados ruíram, que os números mentiram, os cálculos tramaram, os papéis beberam, os gráficos fumaram e as contas fugiram com um malabarista de circo.

Dizem os economistas que não há luz no fim do túnel, que não há arco-íris no fim da estrada e, num rompante místico, que não há nada depois do nada, que tudo isso não passa de fado, sorte ou erro estatístico. É o que dizem, eles, os economistas. Até, claro, como sempre, darem o dito pelo não dito.

O que não dizem os economistas, no fundo, grandes humanistas, é que os lírios continuam a liriar todos os dias, mesmo que esse verbo ainda não exista. O que eles esquecem, só porque sim ou só porque não, é que nenhum sorriso cabe numa equação. O que eles não ouvem, e isso não é direito, logo torto, é que de poeta e de louco todos nós temos um pouco.

Amigos, deixemos os economistas a dizer. Deixemos os números a falar. Uma hora eles cansam de tentar nos convencer. Uma hora eles param de tentar nos massacrar.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pobre Portugal

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

PORTO CAMPEÃO

O título nacional confirmado este domingo não é apenas o 25º da história dos Dragões. É ainda o 21º troféu conquistado no século XXI, uma marca única em toda a Europa. Com sete campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental, o FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI.