Vagas
Por um lado, aumentam diariamente os pais que tiram os filhos dos colégios privados, porque já não suportam pagar as mensalidades. Concomitantemente, crescem diariamente as dificuldades desses pais em matricular os filhos em escolas públicas porque estas... estão lotadas.
O novo ministro da Educação, o matemático Nuno Crato, homem tido como inteligente, culto e empenhado nas questões do Ensino e da Educação tem já aqui matéria concreta onde meter mãos à obra.
Gelados
Foi notícia de primeira página no Jornal de Notícias e é coisa merecedora do destaque: imagine-se que um homem vai ser julgado em tribunal por ter furtado três gelados no IKEA de Matosinhos no valor de 2,40 euros, «arriscando-se» a uma multa de 100 euros.
O que o Estado paga – ou gasta, tanto faz – para julgar este sinistro assalto de 2,40 euros dava para empanturrar o arguido de gelados até vir a mulher da fava rica. Quanto ao IKEA, é capaz de não ir muito longe com este «combate ao roubo» com participações de furtos de dois euros.
Finalmente, quantos roubos realmente graves e pesados, de colarinho branco ou mesmo sujo, não continuam à espera de investigações e julgamentos que, ao menos, levem alguém a tribunal?
Fisco
É um número oficial: há neste momento, na «lista negra» do Ministério das Finanças com o nome dos contribuintes que têm dívidas ao Fisco, qualquer coisa como 42874 devedores (quase 43 mil), totalizando no conjunto a astronómica cifra de 3200 milhões de euros em dívida.
Consta que esta «lista de devedores» já chegou a um total de 92 mil contribuintes desde que foi criada, tendo, entretanto, mais de metade optado por pagar as verbas em dívida para «tirar o nome» da lista, o que proporcionou aos cofres do Estado o encaixe de 1200 milhões de euros.
Desconfiamos que estará a chegar ao limite, esta capaciade dos contribuintes devedores em se empenharem a pagar para «tirar o nome» da lista. É, pelo menos, o que parece indicar a persistência de quase 43 mil nomes na tal lista.
Imagine-se o que não aconteceria se as Finanças criassem uma lista com os faltosos que «fogem» com fortunas para paraísos fiscais, onde não pagam um chavo ao Estado português. Ia ser um corropio de pagamentos, só para «tirar o nome da lista»!
Mas essa lista o(s) Governo(s) não faz(em)...
À venda
A câmara municipal de Leiria aprovou, por maioria, a proposta para levar o Estádio Municipal, um dos palcos do Euro 2004 e construído de propósito para isso, a hasta pública pelo valor de 63 milhões de euros.
Notoriamente, a autarquia leiriense está com dificuldade em manter uma infraestrura daquela dimensão, à semelhança, aliás, de cerca de metade dos estádios construídos na mesma altura para o mesmo efeito.
Quem ganhou com esta bacoquice de se construir meia dúzia de estádios gigantescos que agora as respectivas autarquias não conseguem manter nem rentabilizar?
Quem ganhou, de certeza, foram as construtores que realizaram as obras. E duvido que mais alguém tenha ganho alguma coisa..
Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
quarta-feira, 29 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Recriação em Matosinhos em 04/06/2011
Recriação Histórica das Invasões Francesas
Muitos dos forasteiros que visitavam o Senhor de Matosinhos estranharam o alarido provocado por uma coluna militar francesa que invadiu as principais ruas da Romaria, no passado dia 4 de Junho.
Liderados pelo Marechal Soult, os soldados de Napoleão saíram do acampamento montado nos jardins envolventes aos Paços do Concelho e desfilaram pelo Bairro dos Pescadores, Avenida D. Afonso Henriques e Praça Guilhermina Suggia, terminando o percurso no Adro da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos.
No interior do templo, o Marechal Soult, em nome do Imperador, ofereceu ao Senhor de Matosinhos uma lâmpada em prata.
O episódio, recriado pela Câmara Municipal de Matosinhos, assinala os duzentos anos sobre as invasões francesas e a consequente ocupação da cidade do Porto e do Norte do país pelas tropas napoleónicas. Os acontecimentos remontam ao ano de 1809. A vinda do Marechal Soult, a figura mais importante do exército napoleónico, a Matosinhos constituiu, na altura, uma clara estratégia de propaganda. Com o intuito de apagar a imagem anticlerical que o exército francês possuía (celebrizada pelo saque às igrejas da região), o Marechal Soult tentou, com esta oferenda, agradar à população devota do Bom Jesus de Matosinhos. Todavia, o gesto não foi bem aceite pelos populares, dando origem a confrontos e apupos.
Segundo o historiador Joel Cleto, que, de resto, narrou os acontecimentos à medida que iam decorrendo, não existe, de facto, qualquer referência à oferta de uma lâmpada em prata por parte do Imperador Napoleão Bonaparte ao Bom Jesus de Matosinhos, nos registos paroquiais ou na Misericórdia.
Para Joel Cleto, tudo não terá passado de uma mera encenação pelo Marechal Soult, que “fez publicar folhetos dando conta da sua vinda, fez publicar um decreto em que anunciava a oferta da lâmpada e que tinha dobrado o salário ao sacristão, mas na prática foi mesmo só propaganda”.
A recriação histórica das invasões francesas em Matosinhos contou com a participação de mais de uma centena e meia de figurantes, entre os quais, colaboradores da Associação de Recriação Histórica de Arrifana e de grupos folclóricos e de teatro do Concelho de Matosinhos.
Esta iniciativa, já realizada em 2009, embora numa escala mais reduzida, é uma das reconstituições históricas que a Autarquia tem vindo a realizar, tais como o desembarque das tropas liberais na Praia da Memória ou os Hospitalários nos Caminhos de Santiago.
Esta recriação histórica das invasões francesas insere-se nas Festas do Senhor de Matosinhos e, como garantiu o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Guilherme Pinto, será para "repetir todos os anos".
Presentes na iniciativa estiveram ainda o Vice-presidente da Autarquia, Dr. Nuno Oliveira, e o Vereador da Cultura, Fernando Rocha.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Vender gato por lebre
Não é com vinagre que se apanham moscas ou há muita maneira de matar pulgas são ditos populares que os políticos ditos do «arco do poder» muito prezam. Nem é preciso ser-se particularmente assíduo de noticiários televisivos ou leitor atento das manchetes de jornais para se ter dado conta da profusão de promessas com que Coelho e Sócrates brindaram o eleitorado nos últimos dias. Pedindo meças ao mais experimentado feirante – simpático público, pelo preço módico de X leva não um, nem dois, nem três, nem quatro, mas cinco cobertores, mais este útil trem de cozinha, e este fabuloso alguidar de plástico e ainda um fantástico naperon para a sua sala... – ambos se desunharam em garantias, dizendo um que não despediria ninguém e outro que ninguém despediria; afiançando um que com ele não haveria cortes de salários e o outro a afiançar que consigo cortes de salários não haveria; e que as pensões assim a as pensões assado; mais o SNS e a escola pública; mais isto e mais aquilo. E tudo isto tendo como pano de fundo, qual casa do terror das feiras populares, o mais negro dos negros de todos os cenários relativos às imposições do FMI anunciados em todos os órgãos de comunicação. O desfasamento entre o prometido e o anunciado foi tamanho que até o professor Marcelo – alma pater dos comentadores de serviço – se viu obrigado a reconhecer o óbvio: se Coelho e Sócrates tanto prometiam ao arrepio das desgraças pré-anunciadas na imprensa era porque já sabiam que não seria por aí que os homens da troika nos iam pôr a canga. Ou seja, fizeram bluff, isto é levaram a demagogia ao ponto de tentar fazer crer que seria pela sua acção, enquanto putativos futuros governantes, que os portugueses seriam «poupados» ao pior dos males. Como se fossem eles, e não o FMI, a decidir alguma coisa sobre as políticas a desenvolver nos próximos anos em troca de um empréstimo que vai ser pago com língua de palmo pelos mesmos de sempre. Como se não fossem eles quem se acotovela para assegurar a possibilidade de serem os próximos executantes de tais políticas.
Em bom português, isto chama-se aldrabar o povo. Vender gato por lebre. E ainda aproveitar a pele para futuras manigâncias. Quanto ao essencial, o que de facto vai ser imposto ao povo e ao País, silêncio quase total. O FMI também já sabe que há muitas maneiras de matar pulgas.
Em bom português, isto chama-se aldrabar o povo. Vender gato por lebre. E ainda aproveitar a pele para futuras manigâncias. Quanto ao essencial, o que de facto vai ser imposto ao povo e ao País, silêncio quase total. O FMI também já sabe que há muitas maneiras de matar pulgas.
sábado, 7 de maio de 2011
Próxima paragem: Dublin!

O FC Porto está na final da UEFA Europa League, em Dublin, onde vai defrontar outra equipa portuguesa, o SC Braga. O Villarreal não conseguiu travar a campanha esmagadora dos Dragões, apesar de ter vencido por 3-2 no encontro da segunda mão das meias-finais, esta quinta-feira. A passagem à final ficou decidida no início da segunda parte e os Dragões souberam resguardar-se para chegar à Irlanda na máxima força.
Há que dar o devido destaque à crença do Villarreal, que entrou em campo acreditando na reviravolta na eliminatória. No entanto, isso só dá mais valor à exibição portista nos jogos frente ao poderoso «submarino amarelo» (vitória por 7-4 nas duas mãos). Neste segundo encontro, os Dragões deixaram sangue e suor em campo, mas não houve lágrimas. Ou então, foram apenas de alegria. O objectivo traçado pelo plantel no dealbar da época está à distância de uma vitória.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O dia do meu Aniversário - VIVA O 1º DE MAIO

Nasci para o mundo no dia 1 de Maio, é um dia especial para mim, não só porque faço mais um anito, mas, sobretudo porque é um dia de luta pelos direitos, contra a escravidão e que devia ter uma participação massiva de todos os que trabalham e para ganhar uma miséria e ainda por cima tem de pagar as asneiras destes ladrões que nos tem governado nos últimos anos.
Eu vou participar porque não pertenço a este povo arrebanhado como dizia já Guerra Junqueiro, se está a tornar num;
Um povo imbecilizado e resignado,humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo,
burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas,
feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O FMI para leigos
Estou farto e cansado de ouvir as pessoas falar no FMI, a grande maioria nem sequer sabe o que é, e como funciona por isso acho pertinente deixar aqui umas dicas...quem não gostar que não coma!
O FMI é uma estrutura de coordenação financeira do grande capital transnacional. O seu objectivo declarado é uma quadratura do círculo: o capitalismo pretenderia, com a sua criação, estabilizar o seu sistema monetário e preservá-lo das crises cíclicas do capitalismo.
Os países membros têm direito a voto na proporção da sua contribuição para o Fundo. Os 10 maiores contribuintes – EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Arábia Saudita, R. P. China, Canadá, Rússia – representam 55,3% da capacidade total de votos. De todos os países membros do seu conselho executivo, apenas um tem direito de veto – os EUA.
Na história do FMI destaca-se a simpatia por ditaduras fascistas e tiranias militares. Certamente porque regimes desse tipo facilitam a aplicação das suas «receitas de estabilização financeira», cujo padrão comum são os cortes nos serviços públicos e nos direitos dos trabalhadores, as privatizações, as «medidas de austeridade» para o povo. Os resultados conseguidos são, em todos os casos, muito semelhantes: o apoio do FMI ao Chile de Pinochet traduziu-se num aumento da dívida de 47%; ao Haiti de Jean-Claude Duvalier, de 78%; à Indonésia de Suharto, de 98%; ao Paraguai de Stroessner, de 96%1.
O actual presidente do FMI é um «socialista» francês, Dominique Strauss-Kahn. Entre o seu vasto currículo, tem o nome associado a um relatório que documenta o carácter radicalmente antidemocrático do projecto de «construção europeia» do grande capital. Datado de 2004, as suas «50 propostas»2 traçam o caminho da união política de uma UE federal, imperialista, comandada pelas grandes potências europeias, construída segundo um programa verdadeiramente totalitário em que os pequenos países seriam inteiramente esmagados. A primeira etapa desse processo já está concretizada com a aprovação, com outro nome, da «constituição europeia» que esse relatório preconizava.
O FMI é uma estrutura de coordenação financeira do grande capital transnacional. O seu objectivo declarado é uma quadratura do círculo: o capitalismo pretenderia, com a sua criação, estabilizar o seu sistema monetário e preservá-lo das crises cíclicas do capitalismo.
Os países membros têm direito a voto na proporção da sua contribuição para o Fundo. Os 10 maiores contribuintes – EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Arábia Saudita, R. P. China, Canadá, Rússia – representam 55,3% da capacidade total de votos. De todos os países membros do seu conselho executivo, apenas um tem direito de veto – os EUA.
Na história do FMI destaca-se a simpatia por ditaduras fascistas e tiranias militares. Certamente porque regimes desse tipo facilitam a aplicação das suas «receitas de estabilização financeira», cujo padrão comum são os cortes nos serviços públicos e nos direitos dos trabalhadores, as privatizações, as «medidas de austeridade» para o povo. Os resultados conseguidos são, em todos os casos, muito semelhantes: o apoio do FMI ao Chile de Pinochet traduziu-se num aumento da dívida de 47%; ao Haiti de Jean-Claude Duvalier, de 78%; à Indonésia de Suharto, de 98%; ao Paraguai de Stroessner, de 96%1.
O actual presidente do FMI é um «socialista» francês, Dominique Strauss-Kahn. Entre o seu vasto currículo, tem o nome associado a um relatório que documenta o carácter radicalmente antidemocrático do projecto de «construção europeia» do grande capital. Datado de 2004, as suas «50 propostas»2 traçam o caminho da união política de uma UE federal, imperialista, comandada pelas grandes potências europeias, construída segundo um programa verdadeiramente totalitário em que os pequenos países seriam inteiramente esmagados. A primeira etapa desse processo já está concretizada com a aprovação, com outro nome, da «constituição europeia» que esse relatório preconizava.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Desejo a todos uma Santa e Feliz Páscoa.
O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 Arrifanenses.


Arrifana, lembrou no passado domingo,um acontecimento de extraordinário significado! O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 arrifanenses.
O respeito pelos antepassados, principalmente por aqueles que pagaram com o seu próprio sangue a vontade de defenderem a sua Terra, leva-nos a desejar manter viva a Memória dos Mártires de Arrifana perpetuada nas Alminhas, no Retábulo e no Monumento que várias gerações de arrifanenses foram erguendo para que jamais fossem esquecidos.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Os economistas e a crise
Cansado de ouvir falar tanto de crise deixo-vos aqui esta mensagem que me foi enviada, que é pertinente e actual!
Dizem os economistas que o pão está caro, que o vinho está caro, que viver está caro, mesmo pagando a pronto, mas que, se for para morrer, ó meus amigos, fazemos um desconto.
Dizem os economistas que assim não tem jeito, que Deus nos acuda, que venha o Diabo e escolha, que o Carmo caia, que a Trindade expluda, que, como bons fiéis que somos, nos queixemos ao bispo a propósito dessa grande lambança, ou, isso que é bonito, vendamos os anéis, os dedos e a nossa esperança.
Dizem os economistas que a Terra é quadrada, a lei da gravidade uma fantochada, boa para ser revogada, que água mole em pedra dura tanto bate até que a água acaba ou, pelo menos, é tributada, por um cêntimo, por um triz, colaborando para o redimensionamento das dívidas do país.
Dizem os economistas que dois e dois são quatro e, se a plateia concordar, dizem isso outra vez e vão repetindo até o infinito ou até ouvirem, vindo não se sabe de onde, um grito dizendo que a conta agora dá cinco, obrigando-os a contratar uma empresa de auditoria, pertencente a uma tia, ou uma gorda senhora, ex-mulher de um conde, leitora de tarot, só para verificar e certificar qual o mais certo valor.
Dizem os economistas, de manhã, que não devemos nos preocupar, que se é certo que o preço da água vai subir, também podemos intuir que será irrisória a nova taxa sobre o ar e, assim, caridosos que são, quase todos nós vamos poder continuar a respirar.
Dizem os economistas, de noite, que as previsões falharam, que os dados ruíram, que os números mentiram, os cálculos tramaram, os papéis beberam, os gráficos fumaram e as contas fugiram com um malabarista de circo.
Dizem os economistas que não há luz no fim do túnel, que não há arco-íris no fim da estrada e, num rompante místico, que não há nada depois do nada, que tudo isso não passa de fado, sorte ou erro estatístico. É o que dizem, eles, os economistas. Até, claro, como sempre, darem o dito pelo não dito.
O que não dizem os economistas, no fundo, grandes humanistas, é que os lírios continuam a liriar todos os dias, mesmo que esse verbo ainda não exista. O que eles esquecem, só porque sim ou só porque não, é que nenhum sorriso cabe numa equação. O que eles não ouvem, e isso não é direito, logo torto, é que de poeta e de louco todos nós temos um pouco.
Amigos, deixemos os economistas a dizer. Deixemos os números a falar. Uma hora eles cansam de tentar nos convencer. Uma hora eles param de tentar nos massacrar.
Dizem os economistas que o pão está caro, que o vinho está caro, que viver está caro, mesmo pagando a pronto, mas que, se for para morrer, ó meus amigos, fazemos um desconto.
Dizem os economistas que assim não tem jeito, que Deus nos acuda, que venha o Diabo e escolha, que o Carmo caia, que a Trindade expluda, que, como bons fiéis que somos, nos queixemos ao bispo a propósito dessa grande lambança, ou, isso que é bonito, vendamos os anéis, os dedos e a nossa esperança.
Dizem os economistas que a Terra é quadrada, a lei da gravidade uma fantochada, boa para ser revogada, que água mole em pedra dura tanto bate até que a água acaba ou, pelo menos, é tributada, por um cêntimo, por um triz, colaborando para o redimensionamento das dívidas do país.
Dizem os economistas que dois e dois são quatro e, se a plateia concordar, dizem isso outra vez e vão repetindo até o infinito ou até ouvirem, vindo não se sabe de onde, um grito dizendo que a conta agora dá cinco, obrigando-os a contratar uma empresa de auditoria, pertencente a uma tia, ou uma gorda senhora, ex-mulher de um conde, leitora de tarot, só para verificar e certificar qual o mais certo valor.
Dizem os economistas, de manhã, que não devemos nos preocupar, que se é certo que o preço da água vai subir, também podemos intuir que será irrisória a nova taxa sobre o ar e, assim, caridosos que são, quase todos nós vamos poder continuar a respirar.
Dizem os economistas, de noite, que as previsões falharam, que os dados ruíram, que os números mentiram, os cálculos tramaram, os papéis beberam, os gráficos fumaram e as contas fugiram com um malabarista de circo.
Dizem os economistas que não há luz no fim do túnel, que não há arco-íris no fim da estrada e, num rompante místico, que não há nada depois do nada, que tudo isso não passa de fado, sorte ou erro estatístico. É o que dizem, eles, os economistas. Até, claro, como sempre, darem o dito pelo não dito.
O que não dizem os economistas, no fundo, grandes humanistas, é que os lírios continuam a liriar todos os dias, mesmo que esse verbo ainda não exista. O que eles esquecem, só porque sim ou só porque não, é que nenhum sorriso cabe numa equação. O que eles não ouvem, e isso não é direito, logo torto, é que de poeta e de louco todos nós temos um pouco.
Amigos, deixemos os economistas a dizer. Deixemos os números a falar. Uma hora eles cansam de tentar nos convencer. Uma hora eles param de tentar nos massacrar.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Pobre Portugal
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PORTO CAMPEÃO
O título nacional confirmado este domingo não é apenas o 25º da história dos Dragões. É ainda o 21º troféu conquistado no século XXI, uma marca única em toda a Europa. Com sete campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental, o FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI.



quarta-feira, 30 de março de 2011
É por causa disto que cada vez pagamos mais impostos

Quanto gasta o PM por dia ???? !!! Ora vejam sff.
É de loucos!!!! Claro que será (também) por isto que o FMI (ou semelhante) lhes faz medo . . .
De acordo com a revista Sábado de 21-10-2010, apresentam-se de seguida algumas das despesas do Gabinete do sr. Sócrates:
- 436,70 €/dia em combustíveis (aos preços de hoje são 454,9 km/dia);
- 382,00 €/dia em chamadas de telemóvel (são 53 horas/dia ao telefone);
- 370,00 €/dia em deslocações e estadas;
- 750,00 €/dia em despesas de representação; [no orçamento de 2011, aumentram estas em 20%]
- 276,00 e/dia em refeições;
Só aqui já vamos em cerca de 2.216 € por dia, mas há mais:- 220,00 e/dia em locação de material de transporte;
- 72,81 €/dia em telefone fixo;
- 1.434 €/dia em aquisição de bens;
Já vamos em cerca de 3.940 € por dia.
E então que dizer do seguinte:
- 448 são as viaturas da presidência do Conselho de Ministros (gabinete do sr. sócrates e do sr. pedro silva pereira);
- Desde Outubro de 2009 Sócrates nomeou 71 pessoas para o seu gabinete, onde se incluem 13 secretárias e 20 motoristas;
Vale a pena ver o artigo. No total é um gasto médio diário de 11.391 €.
ATENÇÃO QUE É MESMO POR DIA!!!
Assim sim, agora já compreendo e até já estou disposto a pagar mais impostos.
O tal país periférico, pobre, tretas e mais tretas.
A bem da Nação...
Viva a República dos Golpes...
sexta-feira, 25 de março de 2011
A IGREJA DA MINHA TERRA
A torre da igreja da minha terra, é a fonte de onde ecoam tristezas e alegrias, esperanças e desesperanças, emitidas pelo som dos seus sinos que anunciam a hora da missa, a hora da hora, os casamentos e as mortes, enfim coisas da vida.
A igreja da minha terra é linda como linda são todas as igrejas de centenas de pequenas terras do meu País. É soberba, imponente, e mais imponente fica, quando avistada de quase todos os cantos da minha terra, mas ela - sem vergonha e ao contrário - avista ela própria a Vila, as casa, os fiéis e infiéis com Deus e com os homens, e contempla em todos as suas vertentes - a hipocrisia dos hipócritas, a devoção dos devotos, a amizade dos amigos, a dignidade dos dignos e a indignidade dos indignos, o cinismo dos cíniscos, o desamor dos sem-alma.
A igreja da minha terra deslumbra, com sabedoria, os homens simples, dignos e comuns que são políticos na vida, e os políticos indignos que não são homens na vida. Ela contempla ainda - com o mesmo carinho e reverência - os que vieram de fora para ficar por opção, e os que nasceram aqui, e daqui partiram em busca de uma nova prespectiva de vida.
A igreja da minha terra é para mim mais que um simples e belo templo, é um regaço que embala, consola e anima. Como um regato, que mata a sede porque traz a "água que jorra para a vida eterna". A igreja da minha terra é como uma seara imensa, que espera operários sejam eles da primeira hora, da segunda, da sexta e até da nona.
Talvez sela por isso que o sol vindo lá da Serra da Freita - a primeira coisa que faz é dar uma lambidela na torre da igreja da minha terra, onde repousa, os seus raios, lentamente, de cima para baixo, até atingir as ruas e as casas e contemplar com o seu calor e carinho o povo da minha terra.
Ah, já me esquecia, a minha terra é Arrifana.
quinta-feira, 24 de março de 2011

A demissão do Governo, a convocação de eleições até Junho e a pressão dos mercados fazem hoje as primeiras páginas dos principais jornais nacionais.
José Sócrates, que apresentou ontem a demissão a Cavaco Silva depois do chumbo do PEC IV, será candidato às próximas eleições legislativas, as quais, segundo a imprensa, terão lugar antes do verão.
O "Diário Económico" lembra, citando especialistas, que um Governo de gestão pode oficializar e negociar um pedido de resgate internacional em caso de ruptura financeira, mas a aprovação das medidas que implicam um pedido de ajuda ao fundo europeu e ao FMI terão de aguardar por um novo Executivo e por um novo Parlamento, em caso de eleições antecipadas.
Segundo o "Diário de Notícias", apesar de demissionário, Sócrates mantém poder para pedir ajuda ao FMI.
De acordo com o Público, Portugal precisa de 8,3 mil milhões de euros em dois meses sob pressão dos mercados.
E, segundo o jornal "i", em Bruxelas há poucas dúvidas de que o chumbo do PEC vai equivaler à antecipação do pedido de ajuda de Sócrates.
Já a estratégia do PSD para preparar governo merece destaque no "Correio da Manhã", que avança que Passos vai travar o corte nas reformas com a subida da taxa máxima do IVA, dos actuais 23% para 24% ou 25%. O jornal avança ainda que é intenção do líder do PSD fundir os ministérios da Justiça e Administração Interna.
como se pode ver nestes comentários não existem trabalhadores nem desempregados só o problema dos mercados...
Não há limites para a desfaçatez

Paulo Azevedo, presidente executivo da SONAE SGPS. Pronunciou-se sobre a situação do País, numa entrevista ao JN de domingo aproveitando para, pasme-se, solidarizar-se com «as gerações mais novas» que «têm razões de protesto».
O filho do terceiro homem mais rico do País (afirma a Forbes) diz mesmo que «estamos todos à rasca». Sim, leram bem. Diz o Paulo dos Continentes, da Optimus, da Worten e do Público, que estamos todos à rasca! Mas que «é preciso compreensão da juventude», pois, segundo ele, «há uma dificuldade geral do País». E disse isto sem que a entrevistadora contrapusesse, ao menos, o argumento que não estaremos todos na mesma, ou que os êxitos que Paulo Azevedo atrás descrevera o isentava, pelo menos a ele, da condição de «à rasca». Mas nada, nem uma palavra, nem o mais leve questionamento.
Fica pois provado que não há limites para a desfaçatez
segunda-feira, 21 de março de 2011
Cambalhota a 100 à hora

O centésimo golo de uma época ainda longe do final não foi só atingido, mas também superado. A chapa 100, a que Maicon fica intimamente ligado, passou rapidamente à história, resistindo apenas ao longo de 12 minutos de uma segunda parte fantástica, que ficou a dever outros números à exibição (3-1). Por falar em cifras, falta acrescentar que o FC Porto fica apenas a uma vitória do título.
quinta-feira, 17 de março de 2011
«Precários nos querem, rebeldes nos terão!»,

~
Avisava um pano na gigantesca manifestação da «Juventude à rasca» que, no passado sábado, desaguou no Rossio, em Lisboa, uma concentração de 180 mil pessoas protestando contra o Governo e as políticas que multiplicam o desemprego e a precariedade sobretudo nos jovens, a que se somaram mais 80 mil manifestantes no Porto, seis mil em Faro e vários outros milhares em cidades tão espalhadas como Braga e Funchal, Coimbra e Ponta Delgada ou Leiria e Castelo Branco.
Primeira evidência: 300 mil pessoas a manifestar-se no País é um protesto ensurdecedor (número que a polícia – que depende do MAI – se escusou, sintomaticamente, a anunciar).
Segunda: uma manifestação desta envergadura, ainda por cima convocada por facebook em escassas semanas, confirma o descontentamento generalizado (e transversal) que grassa na sociedade portuguesa contra o Governo e a sua política de cortes brutais e generalizados sobre os trabalhadores, uma manifestação e um descontentamento perfeitamente em linha – e em decorrência lógica – com a grande manifestação de protesto nacional da CGTP-IN em 28 de Maio do ano passado (mais de 300 mil pessoas a desfilar na mesma Avenida da Liberdade) e a enorme greve geral que se lhe seguiu, em 24 de Novembro (mais de três milhões de trabalhadores em luta).
sexta-feira, 11 de março de 2011
Festival RTP da Canção 2011 - Canção nº 10 - "Luta é Alegria" - Homens d...
A vitória da canção «Luta é alegria» no Festival da Canção é, do ponto de vista musical, discutível. Como é discutível o «peso político» atribuído a este facto, como se a votação do público tivesse assumido o carácter de plebiscito do povo português. Assim não foi, e tentar transformar um acontecimento, produto de circunstâncias particulares, num qualquer momento de «viragem histórica» (por mais simpatias que se tenha com a música e seus autores e com a sua vitória no Festival) é semear ilusões inconsequentes e não poucas vezes «anestesiantes» da tão necessária consciência e participação sociais e políticas.
Deixando de lado aqueles que logo no próprio dia no Teatro Camões destilaram todo o seu veneno reaccionário e sectário contra os «Homens da Luta» – e que continuam a fazê-lo – as opiniões sobre esta forma de intervenção dividem-se: entre os que a consideram uma visão anacrónica e caricatural da «luta» e portanto distante da realidade; e os que a consideram uma interessante e inovadora forma artística de «transportar» para os tempos presentes a Revolução de Abril, tentando incutir nas jovens gerações o seu lastro cultural e de participação cívica e política.
Mas, independentemente de naturais diferenças de opinião, há dois factos importantes a registar. O primeiro é que o acontecimento fez sair dos armários o bafiento ódio e o medo que muita «gentinha» tem à Revolução de Abril e à luta popular e de massas. O segundo é que em Maio, por essa Europa fora, muitos milhões de pessoas verão nas suas TV’s uma imagem «estranha»: operários em luta; uma ceifeira alentejana; um cantautor revolucionário; um militar ao lado dos operários em luta e… cravos vermelhos. E vão perguntar-se porquê…
Deseja-se então que os protagonistas deste acontecimento – porque lidando com o que de mais rico, importante e belo existe na nossa história colectiva - estejam à altura das responsabilidades, façam compreender que a luta do povo português tem passado, presente e futuro, que as suas etapas são indissociáveis entre si e que neste país nunca deixaram de existir Homens que lutam. Sempre, e com uma imensa alegria!
quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO - Dia Internacional da Mulher

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Carnaval 2011

Lá porque estou a trabalhar! Não vou estar aqui a debater a razão pela qual esta festa onde se come, bebe e vive de forma irresponsável e se participa em alegres celebrações e numa busca incessante de prazeres efémeros deve ficar de fora dos meus planos - isto parece-me tão óbvio que o único motivo de espanto é que assim não seja também em outras ocasiões ao longo do ano; nem tampouco quero recordar as origens pagãs (onde é que já vimos isto?!) desta festa, rapidamente adaptada às diferentes culturas onde se instalou.
O que é mais uma vez evidente, é esta tendência humana de esquecer o mundo inteiro, ignorar propositadamente a realidade que existe à nossa volta, deixando-se embriagar por uma loucura por vezes fascinante que entope os sentidos, mas cujo conteúdo é por demais leviano e profundamente hedonista.
Ainda há poucas semanas, lamentávamos e chorávamos por uma catástrofe natural que, de um momento para o outro, arrastou centenas de pessoas para a morte. Constatamos novamente que neste mundo nada é certo e tudo se desmorona rapidamente sem termos tempo de reagir minimamente. Percebemos como a própria sobrevivência é por vezes a única coisa pela qual podemos lutar. E como é que reagimos a tudo isso? Simplesmente, escolhemos esquecer a triste condição humana na qual nos encontramos e nos entregamos a uma onda de euforia que, embora saibamos que logo passará, aceitamos como que para nos fazer acreditar que o mundo é sempre belo, a vida é totalmente garantida e, lá no fundo, tudo estará bem...
Mas, não estará.
Falcao marcou e Rodríguez «matou»

Antes de Falcao reclamar o que é seu, num golo que libertou um jogo sem figurantes, o papel principal saltou de mão em mão, embora Nilson o tenha retido demasiado tempo entre as luvas que não podiam fazer muito mais do que adiar a derrota (2-0). Mas foi Rodríguez quem «matou» o jogo, no manejo exemplar das armas que o adversário empunhara ao longo de todo o encontro: o contra-ataque.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Estão-se nas tintas

O gabinete de estatísticas da União Europeia reviu em alta a taxa de desemprego em Portugal. De acordo com o Eurostat, no último mês de Janeiro, o índice ascendia a 11,2 por cento, valor igual ao do final de Dezembro de 2010. Como não podia deixar de ser, o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, comentou os dados, congratulando-se com a estabilização da taxa.
A declaração merece indignação, pois seria lógico que, face à persistência de um flagelo com consequências dramáticas para milhares de famílias portuguesas, o responsável governamental corasse perante o fracasso desta política, incapaz de criar postos de trabalho e, por isso, admitisse a violação do princípio constitucional que afirma ser competência do Estado assegurar o pleno emprego. Mas não. Valter Lemos regozijou-se, assim como quem diz: «exigem que a situação melhore, não é? Pois, temos pena, contentem-se por não ser pior.»
quarta-feira, 2 de março de 2011
DIA 19 VAMOS TODOS PROTESTAR

CGTP-IN convoca manifestação nacional
Intensificar o protesto e a luta
O Conselho Nacional da CGTP-IN convocou, para 19 de Março, um «dia de indignação e de protesto dos trabalhadores dos sectores público e privado, dos jovens com vínculos precários, dos desempregados e dos pensionistas e reformados, contra o desemprego, as injustiças e as desigualdades, pela mudança de políticas».
Arrifana - continua a ser noticia pela negativa
Professor Pinto da Costa não tem dúvidas deque houve ilegalidade naquilo que foi feito.
Pinto da Costa, ex-director do Instituto de Medicina Legal do Porto, defendeu que a situação vivida no cemitério de Arrifana “é ilegal” e que a trasladação de um corpo, ou simples ossadas, não pode ser por iniciativa do presidente da junta, mas sim do Tribunal. Agora, se a venda do jazigo de família será ou não anulada, e se tudo voltar à normalidade, só o futuro o dirá.
Pinto da Costa, ex-director do Instituto de Medicina Legal do Porto, defendeu que a situação vivida no cemitério de Arrifana “é ilegal” e que a trasladação de um corpo, ou simples ossadas, não pode ser por iniciativa do presidente da junta, mas sim do Tribunal. Agora, se a venda do jazigo de família será ou não anulada, e se tudo voltar à normalidade, só o futuro o dirá.
terça-feira, 1 de março de 2011
Dragões resolveram em dois minutos

O FC Porto ultrapassou mais um obstáculo no caminho para o título, ao vencer no terreno do Olhanense por 3-0. Belluschi e Falcao resolveram o encontro na segunda parte, com golos espaçados por apenas dois minutos. Em cima do apito final, o colombiano ainda bisou, no regresso à Liga. Os Dragões bateram um adversário que estava invicto no seu terreno
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Uma flecha contra o céu
O que se passa no mundo faz-me lembrar uma lenda da Grécia clássica de um homem que, indignado com a injustiça tirânica dos deuses para com a sorte dos humanos, lançou a sua flecha contra o céu. A flecha tombou manchada de vermelho e do céu começaram a chover gotas de sangue.
Se hoje alinhássemos em fila indiana os «deuses» que cometeram a infâmia de usar com desumanidade o governo dos homens, haveria milhões a atirar as suas flechas contra esses novos olímpos.
Mas os protestos dos milhões de homens desumanamente atingidos pelas injustiças cruéis dos novos deuses não valerão mais do que as flechas do atirador grego?
Se não o fizermos estaremos mais tarde a cantar como os Deolinda: «Que parvos que fomos».
Ao longo de muitas gerações, o homem tem engendrado formas de viver compatíveis com a sua espécie e a sua época. Chamamos a isso movimento e dialéctica. É como se fizéssemos uma escultura viva, sempre a caminhar, do que vai e do que vem, num constante renovar de ideias. E não nos venham dizer que isto são utopias, como dogmaticamente proclamam os novos compêndios do anticomunismo.
Bem sabemos que o anticomunismo tem raízes fundas, bem entranhadas nos grandes interesses económicos e financeiros. Quer o anticomunismo tropegamente visceral, quer o mais elaboradamente pseudo-pensante, muitas vezes em versões difusas, escusas de entrever, abundantemente publicadas e ensinadas em Universidades. O que se pretende prescrever é, obviamente, a ideia de uma nova sociedade, de melhor e mais autêntica igualdade. De maiores oportunidades e com garantias delas. Para o que já se chamou, na linguagem do romantismo revolucionário, ao assalto do céu.
Desesperam-se por não conseguirem calar a nossa voz.
Porque nós confiamos na força das ideias, quando elas se tornam actuantes como movimentos.
Temos um passado que pulsa orgulhosamente em nós. E temos um presente em que estamos tão indiscutivelmente presentes que ninguém pode contestar a nossa contribuição de liberdade e a nossa participação interveniente para uma sociedade que defendemos de porta aberta – uma sociedade em que todos tenham – e terão! – o direito de entrar.
Se hoje alinhássemos em fila indiana os «deuses» que cometeram a infâmia de usar com desumanidade o governo dos homens, haveria milhões a atirar as suas flechas contra esses novos olímpos.
Mas os protestos dos milhões de homens desumanamente atingidos pelas injustiças cruéis dos novos deuses não valerão mais do que as flechas do atirador grego?
Se não o fizermos estaremos mais tarde a cantar como os Deolinda: «Que parvos que fomos».
Ao longo de muitas gerações, o homem tem engendrado formas de viver compatíveis com a sua espécie e a sua época. Chamamos a isso movimento e dialéctica. É como se fizéssemos uma escultura viva, sempre a caminhar, do que vai e do que vem, num constante renovar de ideias. E não nos venham dizer que isto são utopias, como dogmaticamente proclamam os novos compêndios do anticomunismo.
Bem sabemos que o anticomunismo tem raízes fundas, bem entranhadas nos grandes interesses económicos e financeiros. Quer o anticomunismo tropegamente visceral, quer o mais elaboradamente pseudo-pensante, muitas vezes em versões difusas, escusas de entrever, abundantemente publicadas e ensinadas em Universidades. O que se pretende prescrever é, obviamente, a ideia de uma nova sociedade, de melhor e mais autêntica igualdade. De maiores oportunidades e com garantias delas. Para o que já se chamou, na linguagem do romantismo revolucionário, ao assalto do céu.
Desesperam-se por não conseguirem calar a nossa voz.
Porque nós confiamos na força das ideias, quando elas se tornam actuantes como movimentos.
Temos um passado que pulsa orgulhosamente em nós. E temos um presente em que estamos tão indiscutivelmente presentes que ninguém pode contestar a nossa contribuição de liberdade e a nossa participação interveniente para uma sociedade que defendemos de porta aberta – uma sociedade em que todos tenham – e terão! – o direito de entrar.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
PORTO É O MAIOR
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O que é o amor?
Todos nós em qualquer ocasião já nos interrogamos, o que é o amor? para mim o amor é tão sublime que é impossível descrevê-lo. contudo, tenho algumas ideias que quero partilhar sobre o que é o amor para mim.
- Amar é esquecer-se de si, dar-se sem medida, entregar, oferecer-se com o melhor de si mesmo, querer o melhor para o outro.
- Amar é compartilhar alegrias e tristezs, buscar soluções para os problemas, formando juntos uma união de pensamento, de sentimentos e ideais a conquistar.
- Amar é preferir o outro, sobretudo o que não agradece o que lhe faz, é sair de si mesmo para ir de encontro aos outros seres humanos.
- Amar é aceitar o outro e a vida, sabendo dar, comunicar, renunciar e viver para a pessoa amada.
- Amar é ser semelhante a um rio, sempre a andar e a crescer levando de vencida todos os obstáculos, que surgem, no seu caminhar, até morrer no mar infinito...
Quem ama deve tentar diáriamente redescobrir e viver a autentica grandeza, a força, o impulso, o vigor, a beleza, a atracção e as exigências..do verdadeiro amor
- Amar é esquecer-se de si, dar-se sem medida, entregar, oferecer-se com o melhor de si mesmo, querer o melhor para o outro.
- Amar é compartilhar alegrias e tristezs, buscar soluções para os problemas, formando juntos uma união de pensamento, de sentimentos e ideais a conquistar.
- Amar é preferir o outro, sobretudo o que não agradece o que lhe faz, é sair de si mesmo para ir de encontro aos outros seres humanos.
- Amar é aceitar o outro e a vida, sabendo dar, comunicar, renunciar e viver para a pessoa amada.
- Amar é ser semelhante a um rio, sempre a andar e a crescer levando de vencida todos os obstáculos, que surgem, no seu caminhar, até morrer no mar infinito...
Quem ama deve tentar diáriamente redescobrir e viver a autentica grandeza, a força, o impulso, o vigor, a beleza, a atracção e as exigências..do verdadeiro amor
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Histórias da Carochinha
Estou cansado de canções e histórias de amor, falam sempre de um final feliz. Mas toda a gente sabe que a vida nunca funciona assim!!!
Existiu uma altura na vida em que acreditei piamente de que eu fazia parte de uma qualquer história, escrita por um argumentista - omnipresente e omnipotente -e que claro está me reservaria um final de fábula, e depois um Tê resolveria transformar para um Rui cantar. E seria cantado...
Hoje as canções já não deviam ser de amor mas de luta, de real, de pés-no-chão [talvez pelo aumentar do meu peso os pés já não consigam sair do chão ;-)].
Sinto pena daqueles que ainda vivem na esperança de ter uma misera história de amor, mais cedo ou mais tarde cairão numa desilusão onde só os mais fortes conseguirão sair.
Morreu o mito do Dom Quixote, morreram os mitos dos cavaleiros andantes, morreu Parcival.
Morram as canções e as histórias de amor. Morram.
Oh Deus o mundo que criaste já não existe...
Existiu uma altura na vida em que acreditei piamente de que eu fazia parte de uma qualquer história, escrita por um argumentista - omnipresente e omnipotente -e que claro está me reservaria um final de fábula, e depois um Tê resolveria transformar para um Rui cantar. E seria cantado...
Hoje as canções já não deviam ser de amor mas de luta, de real, de pés-no-chão [talvez pelo aumentar do meu peso os pés já não consigam sair do chão ;-)].
Sinto pena daqueles que ainda vivem na esperança de ter uma misera história de amor, mais cedo ou mais tarde cairão numa desilusão onde só os mais fortes conseguirão sair.
Morreu o mito do Dom Quixote, morreram os mitos dos cavaleiros andantes, morreu Parcival.
Morram as canções e as histórias de amor. Morram.
Oh Deus o mundo que criaste já não existe...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Segunda-feira triste
Estou como o tempo, murcho, o fim de semana foi para esquecer os Hippyes perderam por culpa própria com ajuda do treinador que cada vez percebe menos da coisa...
enfim, temos de levar a cruz ao calvário só faltam 5 jogos para acabar, o que vale são a familia, os amigos e as tainadas para esquecer.
Ainda por cima nunca mais vem sol, até os sonhos dormem com este tempo!
sim dormem!
O que há em mim é sobretudo cansaço, não disto nem daquilo,
nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
enfim, temos de levar a cruz ao calvário só faltam 5 jogos para acabar, o que vale são a familia, os amigos e as tainadas para esquecer.
Ainda por cima nunca mais vem sol, até os sonhos dormem com este tempo!
sim dormem!
O que há em mim é sobretudo cansaço, não disto nem daquilo,
nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
BOM FIM DE SEMANA
VIDA É POEMA
A vida é um poema muito lindo
Se assim a quisermos fazer
Nem tudo serão rosas
Mas tudo faremos para vencer
Coisas más e coisas boas
Coisas tristes e alegres
Tudo se junta num bolo
Só temos de separar as pestes
A vida é o maior poema
Desde que nascemos até ao morrer
Mas enquanto a vivemos
Temos de aproveitar e fazer tudo para a merecer
Não vale a pena andarmos tristes
E se tristes estamos temos de nos alegrar
E com essa alegria contagiar os outros
Para do poema fazer algo de encantar
E se tivermos sempre alegres
Com essa alegria podemos ajudar
Todos os que quisermos
E que se deixem libertar
A vida é um poema muito lindo
Se assim a quisermos fazer
Nem tudo serão rosas
Mas tudo faremos para vencer
Coisas más e coisas boas
Coisas tristes e alegres
Tudo se junta num bolo
Só temos de separar as pestes
A vida é o maior poema
Desde que nascemos até ao morrer
Mas enquanto a vivemos
Temos de aproveitar e fazer tudo para a merecer
Não vale a pena andarmos tristes
E se tristes estamos temos de nos alegrar
E com essa alegria contagiar os outros
Para do poema fazer algo de encantar
E se tivermos sempre alegres
Com essa alegria podemos ajudar
Todos os que quisermos
E que se deixem libertar
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Isto é tão evidente… que ninguém vê?!
Ou melhor, alguns vêem. Os que são informados, os que não são analfabetos culturais, os que se interessam; mas também aqueles que provocam a série infindável de maldades, crimes e destruições que assolam este magnífico planeta onde temos vivido. Estes últimos vêem e sabem bem o que andam a fazer.
A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?
E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?
O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?
A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.
Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!
Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…
É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!
Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.
Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!
E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…
Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.
Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?
Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...
Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?
Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?
Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.
Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…
Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.
Tudo isto está à vista. É só querer ver.
Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.
E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.
É a nossa obrigação.
Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica.
Ou melhor, alguns vêem. Os que são informados, os que não são analfabetos culturais, os que se interessam; mas também aqueles que provocam a série infindável de maldades, crimes e destruições que assolam este magnífico planeta onde temos vivido. Estes últimos vêem e sabem bem o que andam a fazer.
A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?
E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?
O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?
A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.
Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!
Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…
É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!
Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.
Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!
E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…
Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.
Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?
Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...
Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?
Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?
Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.
Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…
Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.
Tudo isto está à vista. É só querer ver.
Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.
E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.
É a nossa obrigação.
Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica
A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?
E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?
O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?
A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.
Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!
Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…
É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!
Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.
Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!
E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…
Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.
Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?
Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...
Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?
Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?
Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.
Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…
Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.
Tudo isto está à vista. É só querer ver.
Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.
E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.
É a nossa obrigação.
Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica.
Ou melhor, alguns vêem. Os que são informados, os que não são analfabetos culturais, os que se interessam; mas também aqueles que provocam a série infindável de maldades, crimes e destruições que assolam este magnífico planeta onde temos vivido. Estes últimos vêem e sabem bem o que andam a fazer.
A destruição de Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades: não é claro que quantos mais morrerem de falta de cuidados médicos, de doenças, de assistência, mais fácil se torna a gestão da Saúde e mais cómoda e proveitosamente surgem as poupanças neste campo?
E como complemento, não está bem visível a perseguição movida ao pessoal da Saúde, de uma ponta à outra, com o fim de os pôr em causa, de lhes cortar salários, de aumentar a repressão?
O assalto à bolsa do cidadão: não será por demais evidente os cortes sistemáticos nos salários, ano após ano, agravando, «para compensar», os aumentos dos impostos e dos bens e serviços de que todos necessitamos, promovendo à socapa a morte pela fome e pelo desespero que vai chegando?
A destruição de escolas e maiores dificuldades na sua frequência: vê-se bem que quanto menos alfabetizados e instruídos os povos mais facilmente serão manipulados. E não sendo esta destruição suficiente, como desconhecer a opressão que é movida contra professores, aumentando-lhes o tempo de leccionação, agravando encargos com retribuições diminuídas, retirando-lhes direitos? E tentando pôr em causa o seu bom nome.
Já nem se fala no Acordo Ortográfico que atira às malvas as origens, etimologias, costumes e tradições da nossa Língua Portuguesa! É a cereja no topo do bolo!
Mas, em compensação, falemos na introdução de novas formas de nos expressarmos à maneira como, por exemplo, o expressivo «wow!», interjeição espectacular que é bem mais «cool» do que o saloio ena!, português decadente…
É caso para dizer que estamos abertos às inovações, à evolução dos seres e das coisas, às novas tecnologias. Mas tanta e tão descarada vileza, não!
Tudo isto, e muito mais, está evidente para os que procuram, por qualquer meio, ter uma imagem o mais clara possível do que se passa por este mundo e do que se instalou no nosso País.
Esse muito mais está bem visível no embuste da União Europeia, na aceitação inacreditável dos acordos feitos à vontade de governantes alemães e franceses, aceitação que roça as raias da subserviência perante um país que dita ordens cinquenta anos depois de ter cometido as maiores atrocidades no mundo que se dizia civilizado!
E a treta do euro ainda irá dar muito que falar…
Esse muito mais traz à memória o comportamento inchado de mentira e criminoso (está bem visível para quem queira ver e lembrar os preâmbulos da invasão do Iraque e enforcamento do seu presidente) de um país que se arvora campeão da democracia e especialista em se meter onde quer que seja que cheire a petróleo.
Está também, esse muito mais, nas regulares reuniões e cimeiras que abundam nas hostes que se assumem com arrogância como donas do planeta e que apenas se movem com um objectivo: transformar seis biliões de seres humanos em novos escravos ao serviço dos seus interesses. E quem são eles?
Será que não queremos ver? Será que todos acreditamos que, por mais destruição e mortandade que por aí eles espalhem, afinal será nosso «o reino dos céus»?! Entretanto, todos cá pela terra a morrer de fome e doença, mas todos em grande contentamento?!...
Quem serão esses que nos garantem a felicidade post mortem, mas que garantem a eles próprios a riqueza com milhares de milhões cá na terra, riqueza criada pelos que, como eles gostam de nos fazer crer, se preparam para transpor o portal que lhes dá o ingresso à eterna felicidade, andrajosos, esfomeados, doentes, mas saltitantes de enorme satisfação por, finalmente, alcançarem o tal reino da bem-aventurança?
Quem são eles? Quem são esses modernos negreiros que se autoproclamam defensores da democracia e do bem-estar das populações?
Gente multimilionária e banqueiros e até mesmo bandoleiros, na primeira linha, incluindo desde logo o pouco conhecido grupo Bilderberg mas bem conhecido pelos assuntos escabrosos que debate (e decide!!...) nas suas reuniões; logo a seguir, mas não podendo dizer-se que estejam na segunda linha, os sucessivos governos dos países que se dizem mais influentes da União Europeia, designadamente Alemanha, França, Reino Unido; e os servis governos dos restantes países e seus representantes, como os de Portugal, sempre sorridentes e prontos para dar seguimento a tamanhas malvadezas.
Não esquecendo os que, não sendo negreiros, conseguem adoptar e manter um comportamento que acaba por assegurar o funcionamento dos que o são e afirmando, em simultâneo, que levam a efeito a importante guerra contra a pobreza que os primeiros provocam, guerra essa nunca por eles ganha, mas que tal derrota não lhes crie insónias…
Tudo isto é tão evidente que já nem a comunicação social consegue escamotear. Embora tente, vergonhosamente.
Tudo isto está à vista. É só querer ver.
Mas façamos, todos, um esforço para agir em conformidade.
E aos que não conseguem ver, ajudêmo-los.
É a nossa obrigação.
Nem será necessário cão-guia ou bengala electrónica
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
QUEM SOU EU?

Eu sou assim
Dois dentro dentro de mim…
Às vezes três
Quatro... cinco... seis...
Talvez seja um por mês.
Diversifico-me
Existe momentos em que dou um grito
Existe outros em que vivo um conflito
Apresento ao mundo a minha dor
Em outros momentos, só consigo falar de amor
o mais romântico
Melodramático
Imóvel
Carente ou decadente
Vingativo ou inconsequente
É nestes momentos em que eu não me apercebo
E transformo-me num homem cheio de medo
Cheio de reservas
Coberto de subtilezas
Sério e sem defesas
No minuto seguinte
No papel de homem machão fatal
Transformo-me logo no tal
E nesses momentos sou o dono do mundo
Seguro e destemido
Presunçoso e atrevido.
Rasgo todos os meus segredos ao meio
E exponho-me num letreiro
De poesia ou texto
Assalto, incendeio...
Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que nem é bom me lembrar
Sou assim
Vários de mim
Sorrisos por fora
Angústias a toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nem um único sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, deixo o meu desejo se perceber
O melhor é ninguém me conhecer
Fiquem apenas com as minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou muito mais complicado
Sou um em mil
E quem tentou, descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Que vai explodir em qualquer momento
Mas quem esteve nele
Nunca mais quis fugir
E ainda hoje se cá encontra
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