Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
sexta-feira, 19 de maio de 2017
A PARÁBOLA DOS FIGOS
As regras pareciam simples e justas. E lá foram.Jeremias, o alemão, com dois metros de altura, apanhava figos na copa das figueiras, a meia altura e no topo das árvores.
Pepe, o espanhol, com um metro e setenta e cinco de altura, apanhava figos na copa das figueiras e a meia altura das árvores.
Arquimedes, o grego, com um metro e cinquenta de altura, apanhava figos tão só na copa das árvores.
Jeremias, o alemão, sabendo que os seus amigos não chegavam ao topo das árvores, apanhava o máximo de figos possível na copa e a meia altura destas, deixando para depois os figos que se encontravam no topo das árvores.Arquimedes, o grego, lembrou-se então de ir buscar um banco.“Não pode ser, disse então Jeremias, o alemão, o combinado foi igualdade de armas e igualdade de oportunidades”. Nada feito, portanto.
Pepe, o espanhol, lembrou-se então de combinar com Arquimedes, o grego, que este subia para os seus ombros e quando estivesse cansado, trocariam de posição, e assim chegariam aos figos no topo das árvores“
Não pode ser, disse mais uma vez Jeremias, o alemão, o combinado foi que ninguém terá ajuda de quem quer que seja”. E, portanto, nada feito.
No fim do dia, Jeremias, o alemão, tinha apanhado vinte e cinco quilos de figos; Pepe, o espanhol, dez quilos de figos e Arquimedes, o grego, tão só cinco quilos de figos.
Jeremias, o alemão, desatou, então, a insultar o espanhol e o grego e a chamar-lhes mandriões e preguiçosos. Não sabiam trabalhar, não eram organizados, nem diligentes, berrava o alemão.
Como Pepe, o espanhol, e Arquimedes, o grego, tivessem poucos figos, então Jeremias, o alemão, propôs comprar-lhes os figos. O alemão, daria ao espanhol, duas moedas pelos seus figos e ao grego, uma moeda pelos figos deste. Era pegar ou largar.
Pepe, o espanhol, e Arquimedes, o grego, sabiam que os seus poucos figos não lhes permitiam competir no mercado com o alemão Jeremias e a sua grande "produção". Assim, entre receber algum dinheiro ou não obter nenhum, aceitaram vender os figos a Jeremias, o alemão, pelo preço por este oferecido.
Jeremias, o alemão, tinha que transportar até ao mercado, quarenta quilos de figos.
Então, invocou a amizade de Pepe, o espanhol, e de Arquimedes, o grego, e solicitou a solidariedade dos dois. Estes acederam e todos três lá levaram até ao mercado quarenta quilos de figos.
No mercado, só Jeremias, o alemão, tinha figos à venda. Exigiu por cada quilo de figos uma moeda e vendeu-os todos.
Nesse dia, Jeremias, o alemão, levou para casa trinta e sete moedas; Pepe, o espanhol, duas moedas; e Arquimedes, o grego, uma moeda.
Resta dizer que as figueiras eram Portuguesas...!
Conclusão: Assim funciona a economia de mercado, na perspectiva ordo-liberal da Alemanha, ou de como se a Europa, sem a Alemanha, não é possível, se torna, com esta Alemanha, de todo impossível!
Pepe, o espanhol, com um metro e setenta e cinco de altura, apanhava figos na copa das figueiras e a meia altura das árvores.
Arquimedes, o grego, com um metro e cinquenta de altura, apanhava figos tão só na copa das árvores.
Jeremias, o alemão, sabendo que os seus amigos não chegavam ao topo das árvores, apanhava o máximo de figos possível na copa e a meia altura destas, deixando para depois os figos que se encontravam no topo das árvores.Arquimedes, o grego, lembrou-se então de ir buscar um banco.“Não pode ser, disse então Jeremias, o alemão, o combinado foi igualdade de armas e igualdade de oportunidades”. Nada feito, portanto.
Pepe, o espanhol, lembrou-se então de combinar com Arquimedes, o grego, que este subia para os seus ombros e quando estivesse cansado, trocariam de posição, e assim chegariam aos figos no topo das árvores“
Não pode ser, disse mais uma vez Jeremias, o alemão, o combinado foi que ninguém terá ajuda de quem quer que seja”. E, portanto, nada feito.
No fim do dia, Jeremias, o alemão, tinha apanhado vinte e cinco quilos de figos; Pepe, o espanhol, dez quilos de figos e Arquimedes, o grego, tão só cinco quilos de figos.
Jeremias, o alemão, desatou, então, a insultar o espanhol e o grego e a chamar-lhes mandriões e preguiçosos. Não sabiam trabalhar, não eram organizados, nem diligentes, berrava o alemão.
Como Pepe, o espanhol, e Arquimedes, o grego, tivessem poucos figos, então Jeremias, o alemão, propôs comprar-lhes os figos. O alemão, daria ao espanhol, duas moedas pelos seus figos e ao grego, uma moeda pelos figos deste. Era pegar ou largar.
Pepe, o espanhol, e Arquimedes, o grego, sabiam que os seus poucos figos não lhes permitiam competir no mercado com o alemão Jeremias e a sua grande "produção". Assim, entre receber algum dinheiro ou não obter nenhum, aceitaram vender os figos a Jeremias, o alemão, pelo preço por este oferecido.
Jeremias, o alemão, tinha que transportar até ao mercado, quarenta quilos de figos.
Então, invocou a amizade de Pepe, o espanhol, e de Arquimedes, o grego, e solicitou a solidariedade dos dois. Estes acederam e todos três lá levaram até ao mercado quarenta quilos de figos.
No mercado, só Jeremias, o alemão, tinha figos à venda. Exigiu por cada quilo de figos uma moeda e vendeu-os todos.
Nesse dia, Jeremias, o alemão, levou para casa trinta e sete moedas; Pepe, o espanhol, duas moedas; e Arquimedes, o grego, uma moeda.
Resta dizer que as figueiras eram Portuguesas...!
Conclusão: Assim funciona a economia de mercado, na perspectiva ordo-liberal da Alemanha, ou de como se a Europa, sem a Alemanha, não é possível, se torna, com esta Alemanha, de todo impossível!
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