quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Primeiro foram os funcionários, depois os pensionistas, a seguir, outra vez, os funcionários e pensionistas e, finalmente, castigam-se os cônjuges que sobrevivem. Deviam acompanhar o morto à pira funerária.

terça-feira, 25 de junho de 2013

SOLIDÃO A solidão era o pão que lhe alimentava os dias. Sentada à velha mesa de carvalho onde repousavam umas flores do quintal, num frasco de vidro deixava-se invadir por memórias antigas. Como fora bonita na juventude! os rapazes da aldeia disputavam-na como abelhas em torno de mel. Havia quem dissesse ser a rapariga mais formosa das redondezas. Casou com dezoito anos. António fora o eleito de seu coração. Um homem robusto e trabalhador que lhe dera dois filhos. Viveram uma vida feliz; com muito trabalho agrícola que lhe vergara as costas, mas também do qual retirou satisfação. Hoje vive dessas memórias. Dos tempos bonitos da juventude, do casamento de cinquenta anos, dos filhos amados e criados com amor e dedicação. O marido falecera num acidente com um tractor. Sofrera. Mas tocara a vida para a frente, mulher de fibra, de garra ....quis ajudar a criar os netos. Quis apoiar nos estudos, para que fossem homens formados. Consegui. A neta é arquiteta paisagista, o neto enfermeiro. Como se orgulha dos seus meninos...mas, sente saudades. Muitas saudades. Os filhos aparecem ocasionalmente. Suspira. Olha através da janela e vislumbra as senhoras do centro de dia que lhe trazem o almoço. são simpáticas, gosta delas. Há uma rapariga de olhos verdes que lhe faz lembrar a neta. Por vezes aparece à noite e fica ali segurando-lhe nas mãos nodosas da artrite e dando-lhe umas palavras amigas. Depois tem de ir para casa, onde os pais a esperam para o jantar. Deixa sempre um chá feito e uns bolinhos de aveia. E ela quem a espera?! A cama vazia e fria numa casa grande dominada por sombras, lembranças e solidão.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

DIVORCIO

Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue: Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção? Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge. Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior. Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par. Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”

terça-feira, 11 de junho de 2013

A MINHA NETA LEONOR. Irei ensinar à minha neta Leonor o nome das flores silvestres, a afagar a terra com doçura entre as suas pequeninas mãos, a beber a água dos riachos e a dançar descalça na rua quando chove... a olhar as estrelas e a lua, a ouvir cantar em liberdade as cotovias, os melros, os grilos, sem esquecer os pássaros nos beirais das casas brancas da nossa terra...junto à lareira irei ler-lhe muitos livros e entre as searas de pão irei fazer-lhe uma coroa de malmequeres brancos e colocar-lhe nos seus cabelos castanhos.
Silêncio apenas. Talvez murmúrio. A pausa. Ausência do gesto. O vento amainado. Orvalho sem pérolas de maresia rente à terra, soçobrado. Uma gaivota rente à janela frestas fechadas à manhã de névoa cinzenta. O corpo exangue. A recusa no silêncio. Talvez murmúrio. Voz emudecida suavemente no tempo

terça-feira, 4 de junho de 2013

NO PAÍS DOS SACANAS Que adianta dizer-se que é um país de sacanas? Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas, e todos estão contentes de se saberem sacanas. Não há mesmo melhor do que uma sacanice para poder funcionar fraternalmente a humidade de próstata ou das glândulas lacrimais, para além das rivalidades, invejas e mesquinharias em que tanto se dividem e afinal se irmanam. Dizer-se que é de heróis e santos o país, a ver se se convencem e puxam para cima as calças? Para quê, se toda a gente sabe que só asnos, ingénuos e sacaneados é que foram disso? Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora. Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice, porque no país dos sacanas, ninguém pode entender que a nobreza, a dignidade, a independência, a justiça, a bondade, etc., etc., sejam outra coisa que não patifaria de sacanas refinados a um ponto que os mais não são capazes de atingir. No país dos sacanas, ser sacana e meio? Não, que toda a gente já é pelo menos dois. Como ser-se então nesse país? Não ser-se? Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia. Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gaspar não foi ao enterro de D. Claudete “Na terça-feira. D. Claudete, 92 anos, saco de compras na mão, vinda do supermercado, finou-se em pleno passeio público, com um AVC fulminante. D. Claudete vivia sozinha. A irmã, um pouco mais nova, está moribunda no hospital há meses. Resta uma sobrinha, desempregada. Foi ela que tratou do enterro. D. Claudete tinha uma reforma de 200 euros e nenhuma poupança. O subsídio de funeral foi cortado. A sobrinha, sem dinheiro, teve de optar pelo funeral em campa rasa. No Alto de São João, vai D. Claudete em seu caixão de pinho, quando um funcionário do cemitério tenta pregar um número identificativo no esquife. O homem da funerária impede-o. “O caixão é para devolver”, diz. O funcionário acompanha então o escasso cortejo, de quatro pessoas, com um pau na mão e em cima o número identificativo. O padre, por sua vez, pergunta se as quatro pessoas presentes são católicas praticantes. Nenhuma é. O padre decide então que não vai acompanhar o féretro. Um dos presentes explica ao padre, com alguma irritação, que ele está ali por causa da senhora, católica praticante, e não pelos presentes, e que é sua obrigação acompanhar D. Claudete à sua última morada. O padre permanece na sua recusa, até que a mesma pessoa lhe pergunta quando custa ir até à campa rasa. 150 euros, responde a santa alma. Recebido o dinheiro, o padre decide-se então a avançar. Há uma escavadora que vai abrindo buracos, que hão de servir de campas rasas, uns a seguir aos outros. Há terra revolvida e, com a chuva, muita lama. Os sapatos enterram-se na lama que há de cobrir os mortos sem posses. Chegada à sua última morada, D. Claudete é retirada do caixão e colocada no fundo da campa, através de cordas. O padre, contrariado, lembra que do pó viemos e ao pó voltaremos. Os coveiros cobrem rapidamente de terra D. Claudete. O funcionário espeta o pau com o número da campa de D. Claudete. Ao lado, outras cinco covas esperam os seus destinatários. A escavadora não para. Paf! Paf! Paf! Contas por alto, só nesse dia havia 45 covas aguardando os donos a quem o progresso da nação não bafejou. O homem da funerária leva o caixão para futuros interessados. Um amigo da sobrinha desempregada paga parte dos 1100 euros que custa, ainda assim, um funeral em campa rasa. Está uma chuva miudinha. Os sapatos estão cheios de lama. Os quatro acompanhantes de D. Claudete regressam lentamente à vida. Entre eles, não está o ministro das Finanças, que não foi ao enterro porque não conhecia D. Claudete, nem conhece milhares de outras D. Claudetes que, um dia destes, se vão finar subitamente no passeio público ou em casa na solidão. E que só poderão ser enterradas em campa rasa, porque o subsídio de funeral foi cortado e já nem chega para tanto.”

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AINDA NÃO APRENDI

AINDA NÃO APRENDI Cada vez me convenço mais que, mesmo com muita vontade de aprender, tenho dificuldade em fazer, aprender e gostar de certas coisas, ainda não aprendi, a gostar de números e continuo a ser um zero a matemática: Gosto do cheiro do café pela manhã, gosto de tomar sumo de laranja natural em jejum, mas ainda não aprendi a tomar um pequeno-almoço completo ao levantar. Não gosto de jogar nenhum tipo de jogo e até mesmo quando no infantário os jogava com as crianças, consegui aprender a ter prazer pessoal quando com eles jogava. Gosto de andar à chuva, de sentir o cheiro a terra molhada depois da chuva, ou então, quando na minha terra, sentir o aroma de alfazema, jasmim e rosmaninho, numa fusão a que gosto de chamar infância. Mas não gosto do calor e passear pelas ruas ou jardins quando o sol aperta. Gosto do cheiro do mar e de contemplá-lo ao entardecer, gosto de entrar nas suas águas, mas continuo a não saber nadar bem, por medo das suas ondas. Gosto de semear flores, adoro oferecer plantas, gosto de comer morangos e cerejas. Gosto de livros, gosto de os ler, de os acariciar e tê-los sempre por perto de mim, gosto de ouvir discos de vinil no gira-discos que foi da minha familia. Não gosto de emprestar os meus livros e não consigo partilhá-los, nem gostar da música que me é imposta na rádio ou na televisão. Ainda não aprendi a despir os afectos, gosto que gostem de mim, mas não gosto de me impor nem de me sentir a mais. Não tenho o dom da palavra e socorro-me muitas vezes da escrita para exteriorizar o que sinto. Gosto, preciso de escrever, como preciso de respirar. Mas não sei confortar com palavras quem de me mim precisa, não sei ter a palavra certa no momento certo, sem me recorrer da escrita. Não sei dizer adeus, não sei mentir, não sei reter as lágrimas. Mas sei dar um abraço, sei transmitir amizade e ternura nos meus gestos e por vezes consigo trazer sorrisos de volta.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tenho vergonha, por viver num país onde constantes medidas de austeridade deixam diariamente marcas na economia e na vida dos portugueses. Tenho vergonha de ver que a cada dia que passa mais amigos perdem o emprego. Em 2011, foram eliminados 72,5 mil empregos e em 2012 outros 179 mil, sendo que para este ano o Banco de Portugal acredita que vão desaparecer mais 88.500 postos de trabalho de acordo com o seu boletim económico de inverno. Tenho vergonha por saber que as estatísticas estão distantes da realidade, e ainda assim os números anunciam que cerca de 92% dos jovens entre os 18 e os 24 anos que estão sem trabalho não recebem subsídio de desemprego, e que em Setembro, estava a ser atribuído subsídio de desemprego a 376.065 pessoas, das quais 14.502 tinham até 24 anos... os outros? Os outros emigraram... Tenho vergonha de ouvir o presidente da Cáritas garantir que muitas famílias estão a retirar os idosos dos lares, que estão a passar graves dificuldades, incluindo fome e a falta de dinheiro justifica a decisão... e os outros? Os outros vão morrendo em silêncio entre as suas quatro paredes... Suicidam-se cerca de 4 pessoas por dia, o suicídio mata mais do que a estrada, a “crise económica” é apontada como uma das possíveis causas do aumento dos suicídios e eu tenho vergonha que chamem “crise económica” às governações neo-liberais e à corrupção instituída que nos extermina. Em 2013, vamos pagar cerca de oito mil milhões de juros da dívida mas se o Banco Central Europeu emprestasse directamente dinheiro ao Estado Português, a um juro de 0,75 por cento, Portugal só pagaria cerca de 3.500 milhões de euros... este governo não aceita, mas quer reformar o Estado Social... O objectivo desta medida é retirar todos os direitos sociais às pessoas. Tenho vergonha de ser puta involuntária a quem os chulos que governam roubam o preço do seu salário para pagar uma dívida contraída pela má gestão, pela corrupção, pela vigarice de governos sucessivos ao longo de anos. Tenho vergonha porque mesmo assim o meu povo permanece inerte...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos em uma cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada de qualquer valor. Mais tarde, quando as enfermeiras estavam olhando seus poucos pertences, encontraram este poema. A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital. Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema. E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet. VELHO RANZINZA... O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem? O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim? Um homem casmurro,... não muito sábio, Incerto de hábito… de olhos distantes? Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário. Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!” Quem parece não perceber... as coisas que você faz. E sempre está perdendo... uma meia ou sapato? Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser, Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher? É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê? Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim. Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui, Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade. Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe, Irmãos e irmãs... que se amam Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar. Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto. Lembrando os votos... que eu prometi manter. Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude. Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz. Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido, Ligados um ao outro... com os laços que devem durar. Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram, Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento. Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho, Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu. Dias sombrios estão sobre mim... minha mulher agora está morta. Eu olho para o futuro... tremo de pavor. Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude. E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci. Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel. É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice. O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem. Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração. Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita, E agora e de novo... meu maltratado coração incha Lembro as alegrias... eu me lembro da dor. E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez. Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido. E aceitar o fato gritante... que nada pode durar. Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam. Não um homem casmurro. Olhe mais perto... veja... A MIM! Lembre-se este poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... Vamos todos, um dia, estar lá, também! Por favor, compartilhe este poema. As coisas melhores e mais bonitas deste mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas pelo coração!