Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A justa fúria.
A responsabilidade do sistema financeiro e a mentira que conseguiram difundir.
Enquanto a Srª Merkel visita Lisboa entretenho-me a colecionar o que aconteceu com bancos europeus no crash de 2008. Agora que, no próprio relatório recente do FMI, se diz (e prova) que nos últimos anos tem havido uma transferência de dinheiro sistemática dos países periféricos para os bancos dos países centrais, percebe-se o que são os resgates. Os resgates são isso: “empresta-se” dinheiro e recebe-se, ano a ano, muito mais do que aquilo que se “emprestou” à custa dos impostos lançados sobre as populações dos países mais pobres.
Esta UE é uma anedota grosseira e os portugueses que lá trabalham, Durão Barroso e Vítor Constâncio, deviam ter vergonha de estarem a colaborar, alegres, na desgraça do seu país.
Setembro 2008:
1. A 28 de Setembro o banco europeu Fortis, um banco continental gigante, colapsa e é nacionalizado.
2. O governo britânico nacionaliza o banco Bradford and Bingley com o custo de 50 biliões de libras.
3. Na Irlanda o governo assegura todos os depósitos e todos os empréstimos de TODOS os bancos da ilha. Na altura consta que os bancos irlandeses têm um buraco negro suficientemente grande para consumir várias vezes o valor do orçamento do governo do país. A bancarrota em 2010 é a conclusão do estado ter garantido as dívidas dos bancos privados.
4. Em 29 de Setembro, a Bélgica, a França e o Luxemburgo metem 6.4 biliões de euros noutro banco, Dexia, para impedir a sua falência.
Outubro 2008
1. A 6 de outubro o governo alemão coloca 50 biliões de euros para salvar um dos seus próprios bancos Hypo Real Estate. Na Islândia o governo declara que vai tomar conta dos seus três bancos, incapazes de continuar a negociar como privados. Isto afecta a Grã-Bretanha e a Holanda onde os bancos islandeses eram especialmente activos.
2. A 10 de outubro o governo britânico injecta 50 biliões de libras adicionais no sector financeiro e oferece 200 biliões de libras em empréstimos de curto prazo. Ao mesmo tempo a Reserva Federal dos EUA, o Banco de Inglaterra, o EBC e os bancos centrais do Canadá, Suécia e Suiça cortam as suas taxas de juro. No dia seguinte o FMI reúne em Paris e os líderes europeus garantem que a nenhuma instituição bancária irá ser permitido falir. Mas não oferecem garantias à UE. Cada estado membro terá de salvar os seus próprios bancos – uma decisão fatal da qual ainda hoje se sofrem as consequências.
3. No dia seguinte 13 de outubro o governo britânico injeta mais 37 biliões de libras no RBS, no Lloyds TSB e no HBOS. Nos EUA o governo dá mais 20 milhões ao Citigroup.
Dezembro 2008
1.- A França cede um pacote de 26 biliões de euros ao seu sector bancário.
2.- O Governo inglês oferece empréstimos de 20 milhões de libras a pequenas firmas como ajuda. Angela Merkel segue na Alemanha com um pacote similar de 50 biliões de euros. A Irlanda nacionaliza o Anglo Irish Bank.
Em Abril de 2009 o G20 reúne-se em Londres, no meio de manifestações gigantescas e decide tornar disponíveis 1.1 triliões de dólares para o sistema financeiro global.
No meio de todo este processo o desemprego e as falências aumentam nos EUA e no mundo todo.
Face a estes dados disponíveis no livro 'The Global Minotaur' de Yanis Varoufakis – há muitos mais - será relativamente fácil concluir que quem gastava acima das suas possibilidades eram todos os bancos do ocidente, quem incentivava ativamente o endividamento era o sistema financeiro em geral e que, na sequência desta crise estes conceitos foram sabiamente desviados dos verdadeiros responsáveis para começar a circular a teoria que lança sobre as populações o ónus dos endividamentos, posteriormente sobre os estados periféricos eles próprios a chamada “crise das dívidas soberanas” para deste modo se conseguir recapitalizar o sistema bancário em geral e em particular dos bancos dos países do Norte da Europa atingidos pela crise americana do subprime.
Por isso:
De cada vez que ouvir dizer que vivíamos acima das nossas possibilidades direi: a culpa era vossa, do consumismo que vocês promoviam e das vigarices que arquitetaram até com dinheiro que nem sequer existia.
De cada vez que disserem que os povos do sul são preguiçosos eu responderei que preguiçosos, gananciosos e vigaristas eram os gestores dos bancos do capitalismo global que nem sequer conseguiram roubar com competência e, ao fazê-lo desastradamente, nos conduziram até aqui (eles sim!) e agora querem e conseguem, com os políticos que têm ao seu serviço, que sejamos nós – os comuns - a pagar-lhes aquilo que administraram em seu beneficio até à catástrofe.
De cada vez que disserem que “temos de cumprir o acordo” direi que essa é a grande mentira que a direita neoliberal predominante na Europa quer difundir para na realidade levar dinheiro com isso, enquanto não houver coragem e políticos para ir lá dizer que é necessário renegociar o acordo, que o acordo é desonesto face às verdadeiras razões da crise, que os juros são de agiotas e oportunistas e que aqueles que têm força para impor as suas regras do jogo – falseado desde início - não merecem qualquer respeito de ninguém. Ao capitalismo de casino devia-se responder com julgamento e prisão por uso indevido de dinheiro lá depositado de boa fé, fossem os estados dignos das funções que dizem assumir ou representar. Infelizmente já não são.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Pai, posso pedir-te emprestado 10 euros?
Um homem chegou a casa do trabalho, cansado e irritado, quando encontrou o seu filho à espera na porta.
Filho: Papá, posso fazer-te uma pergunta?
Pai: Claro que sim, o que foi? - disse o homem
Filho: Papá, quando ganhas por hora?
Pai: Não tens nada a ver com isso. Porque é que perguntas uma coisa dessas? - disse o homem furioso
Filho: Apenas quero saber. Diz-me por favor quanto ganhas por hora?
Pai: Já que queres saber ganho 20 euros por hora.
Filho: Oh! - respondou a criança, cabisbaixo
Filho: Papá, posso pedir-te emprestado 10 euros?
Agora, o homem estava furioso - Se a única razão pela qual tu perguntaste isso foi para te emprestar dinheiro para comprar um brinquedo qualquer sem jeito nenhum, vai já imediatamente à minha frente para o teu quarto e vai para a cama. Pensa porque és tão egoísta! Eu não ando a trabalhar todos os dias para estas palermices!
A criança foi silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta.
O homem sentou-se e começou a ficar ainda mais chateado com as perguntas do seu filho. Como é que ele se atreve a perguntar aquelas coisas apenas para ter algum dinheiro?!
Meia hora depois, o homem acalmou e começou a pensar:
Talvez exista alguma coisa que ele queira comprar com os 10 euros e já que ele não me pede dinheiro tantas vezes, o homem dirigiu-se à porta do quarto do seu filho e abriu a porta.
Pai: Estás a dormir? - perguntou o homem
Filho: Não papá, estou acordado - respondeu a criança
Pai: Estive a pensar e acho que fui muito duro contigo. Foi um dia grande de trabalho e descarreguei em cima de ti. Aqui está a nota de 10 euros que me pediste - disse o homem
A criança sentou-se na cama a sorrir e disse: Oh papá! Muito obrigado! -exclamou
Depois, levantou a almofada e tirou duas notas de cinco euros amarrotadas.
O homem viu que a criança tinha dinheiro e começou a ficar novamente chateado.
A criança começou a contar o dinheiro e depois olhou para o seu pai.
Pai: Porque é que que queres mais dinheiro se já tens algum? - perguntou o homem furioso.
Filho: Porque não tinha suficiente, mas agora já tenho - respondou a criança.
Filho: Papá, agora tenho 20 euros. Posso comprar uma hora do teu tempo?
Anda para casa amanhã mais cedo. Adorava jantar contigo.
O pai ficou completamente emocionado. Abraçou o seu filho e pediu-lhe desculpa.
Nota:
Este é um pequeno lembrete para todos nós que trabalham muito duro na vida. Temos de agarrar o nosso tempo e passá-lo com as pessoas que são mais próximas do nosso coração. Lembra-te de partilhar os 20 euros do teu tempo com alguém que tu realmente amas.
Se morreres amanhã, a empresa onde trabalhas pode facilmente substituir-te numa questão de horas. Mas a família e os amigos que deixamos para trás vão sentir a nossa perda para o resto das suas vidas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Eu que tenho 57 anos também mantenho vivo esse sonho, continuo a lutar por esse sonho: QUERO SER FELIZ AQUI!
E sonho com esse Portugal na Europa. Uma Europa de cidadãos.
Só que, por este rumo prevejo o pior. Fico triste.
Sinto que não vamos aguentar no euro. Tenho dúvidas se a Europa, ela mesma, vai aguentar.
Esta Europa a duas velocidades, que exige que todos sigam no mesmo TGV, quando alguns ainda estão na era do comboio a carvão é difícil manter unida.
É que há mais vida para além do valor do dinheiro, tem que haver mais vida para além do valor do dinheiro.
Sim, é verdade, o dinheiro não dá felicidade, mas ajuda…
A verdade é que 38 anos após o 25 de Abril, estamos de tanga. Somos um país teso junto a clube de ricos, que olha para nós como os coitadinhos.
Portugal tem problemas estruturais de décadas. Somos um país que vive do Estado.
Não sei se alguma vez vamos conseguir deixar de ser assim… isso faz parte da nossa genética.
Ontem, senti que há um país com esperança, um país que quer gritar e está cansado de «brincadeiras» e começa a despertar. E estavam lá de todos os partidos, certamente até muitos que votaram PSD ou CDS/PP, mas, no centro, lá no centro de tudo, estavam jovens, como os jovens que me motivaram a escrever este texto – sem Partido, com valores e com Portugal no coração.
Sim, português acorda e deixa de esperar por D. Sebastião!
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada. É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre. É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia. É difícil reparar no que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua. É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vão-se foder
"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.
Aos 57 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 43 anos. Sempre por conta de outrém.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 57 anos trabalho na minha área sou feliz com o que faço,
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educado a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, mas como sou um pouco dado a extremismos sempre fui votando no PCP. Mas de IDEIAS, estou farto. O que eu quería mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 43 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutador, compreensivo… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 57 anos digo: Vão-se foder."
terça-feira, 4 de setembro de 2012
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