Vagas
Por um lado, aumentam diariamente os pais que tiram os filhos dos colégios privados, porque já não suportam pagar as mensalidades. Concomitantemente, crescem diariamente as dificuldades desses pais em matricular os filhos em escolas públicas porque estas... estão lotadas.
O novo ministro da Educação, o matemático Nuno Crato, homem tido como inteligente, culto e empenhado nas questões do Ensino e da Educação tem já aqui matéria concreta onde meter mãos à obra.
Gelados
Foi notícia de primeira página no Jornal de Notícias e é coisa merecedora do destaque: imagine-se que um homem vai ser julgado em tribunal por ter furtado três gelados no IKEA de Matosinhos no valor de 2,40 euros, «arriscando-se» a uma multa de 100 euros.
O que o Estado paga – ou gasta, tanto faz – para julgar este sinistro assalto de 2,40 euros dava para empanturrar o arguido de gelados até vir a mulher da fava rica. Quanto ao IKEA, é capaz de não ir muito longe com este «combate ao roubo» com participações de furtos de dois euros.
Finalmente, quantos roubos realmente graves e pesados, de colarinho branco ou mesmo sujo, não continuam à espera de investigações e julgamentos que, ao menos, levem alguém a tribunal?
Fisco
É um número oficial: há neste momento, na «lista negra» do Ministério das Finanças com o nome dos contribuintes que têm dívidas ao Fisco, qualquer coisa como 42874 devedores (quase 43 mil), totalizando no conjunto a astronómica cifra de 3200 milhões de euros em dívida.
Consta que esta «lista de devedores» já chegou a um total de 92 mil contribuintes desde que foi criada, tendo, entretanto, mais de metade optado por pagar as verbas em dívida para «tirar o nome» da lista, o que proporcionou aos cofres do Estado o encaixe de 1200 milhões de euros.
Desconfiamos que estará a chegar ao limite, esta capaciade dos contribuintes devedores em se empenharem a pagar para «tirar o nome» da lista. É, pelo menos, o que parece indicar a persistência de quase 43 mil nomes na tal lista.
Imagine-se o que não aconteceria se as Finanças criassem uma lista com os faltosos que «fogem» com fortunas para paraísos fiscais, onde não pagam um chavo ao Estado português. Ia ser um corropio de pagamentos, só para «tirar o nome da lista»!
Mas essa lista o(s) Governo(s) não faz(em)...
À venda
A câmara municipal de Leiria aprovou, por maioria, a proposta para levar o Estádio Municipal, um dos palcos do Euro 2004 e construído de propósito para isso, a hasta pública pelo valor de 63 milhões de euros.
Notoriamente, a autarquia leiriense está com dificuldade em manter uma infraestrura daquela dimensão, à semelhança, aliás, de cerca de metade dos estádios construídos na mesma altura para o mesmo efeito.
Quem ganhou com esta bacoquice de se construir meia dúzia de estádios gigantescos que agora as respectivas autarquias não conseguem manter nem rentabilizar?
Quem ganhou, de certeza, foram as construtores que realizaram as obras. E duvido que mais alguém tenha ganho alguma coisa..
Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
quarta-feira, 29 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Recriação em Matosinhos em 04/06/2011
Recriação Histórica das Invasões Francesas
Muitos dos forasteiros que visitavam o Senhor de Matosinhos estranharam o alarido provocado por uma coluna militar francesa que invadiu as principais ruas da Romaria, no passado dia 4 de Junho.
Liderados pelo Marechal Soult, os soldados de Napoleão saíram do acampamento montado nos jardins envolventes aos Paços do Concelho e desfilaram pelo Bairro dos Pescadores, Avenida D. Afonso Henriques e Praça Guilhermina Suggia, terminando o percurso no Adro da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos.
No interior do templo, o Marechal Soult, em nome do Imperador, ofereceu ao Senhor de Matosinhos uma lâmpada em prata.
O episódio, recriado pela Câmara Municipal de Matosinhos, assinala os duzentos anos sobre as invasões francesas e a consequente ocupação da cidade do Porto e do Norte do país pelas tropas napoleónicas. Os acontecimentos remontam ao ano de 1809. A vinda do Marechal Soult, a figura mais importante do exército napoleónico, a Matosinhos constituiu, na altura, uma clara estratégia de propaganda. Com o intuito de apagar a imagem anticlerical que o exército francês possuía (celebrizada pelo saque às igrejas da região), o Marechal Soult tentou, com esta oferenda, agradar à população devota do Bom Jesus de Matosinhos. Todavia, o gesto não foi bem aceite pelos populares, dando origem a confrontos e apupos.
Segundo o historiador Joel Cleto, que, de resto, narrou os acontecimentos à medida que iam decorrendo, não existe, de facto, qualquer referência à oferta de uma lâmpada em prata por parte do Imperador Napoleão Bonaparte ao Bom Jesus de Matosinhos, nos registos paroquiais ou na Misericórdia.
Para Joel Cleto, tudo não terá passado de uma mera encenação pelo Marechal Soult, que “fez publicar folhetos dando conta da sua vinda, fez publicar um decreto em que anunciava a oferta da lâmpada e que tinha dobrado o salário ao sacristão, mas na prática foi mesmo só propaganda”.
A recriação histórica das invasões francesas em Matosinhos contou com a participação de mais de uma centena e meia de figurantes, entre os quais, colaboradores da Associação de Recriação Histórica de Arrifana e de grupos folclóricos e de teatro do Concelho de Matosinhos.
Esta iniciativa, já realizada em 2009, embora numa escala mais reduzida, é uma das reconstituições históricas que a Autarquia tem vindo a realizar, tais como o desembarque das tropas liberais na Praia da Memória ou os Hospitalários nos Caminhos de Santiago.
Esta recriação histórica das invasões francesas insere-se nas Festas do Senhor de Matosinhos e, como garantiu o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Guilherme Pinto, será para "repetir todos os anos".
Presentes na iniciativa estiveram ainda o Vice-presidente da Autarquia, Dr. Nuno Oliveira, e o Vereador da Cultura, Fernando Rocha.
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