terça-feira, 10 de maio de 2011

Vender gato por lebre

Não é com vinagre que se apanham moscas ou há muita maneira de matar pulgas são ditos populares que os políticos ditos do «arco do poder» muito prezam. Nem é preciso ser-se particularmente assíduo de noticiários televisivos ou leitor atento das manchetes de jornais para se ter dado conta da profusão de promessas com que Coelho e Sócrates brindaram o eleitorado nos últimos dias. Pedindo meças ao mais experimentado feirante – simpático público, pelo preço módico de X leva não um, nem dois, nem três, nem quatro, mas cinco cobertores, mais este útil trem de cozinha, e este fabuloso alguidar de plástico e ainda um fantástico naperon para a sua sala... – ambos se desunharam em garantias, dizendo um que não despediria ninguém e outro que ninguém despediria; afiançando um que com ele não haveria cortes de salários e o outro a afiançar que consigo cortes de salários não haveria; e que as pensões assim a as pensões assado; mais o SNS e a escola pública; mais isto e mais aquilo. E tudo isto tendo como pano de fundo, qual casa do terror das feiras populares, o mais negro dos negros de todos os cenários relativos às imposições do FMI anunciados em todos os órgãos de comunicação. O desfasamento entre o prometido e o anunciado foi tamanho que até o professor Marcelo – alma pater dos comentadores de serviço – se viu obrigado a reconhecer o óbvio: se Coelho e Sócrates tanto prometiam ao arrepio das desgraças pré-anunciadas na imprensa era porque já sabiam que não seria por aí que os homens da troika nos iam pôr a canga. Ou seja, fizeram bluff, isto é levaram a demagogia ao ponto de tentar fazer crer que seria pela sua acção, enquanto putativos futuros governantes, que os portugueses seriam «poupados» ao pior dos males. Como se fossem eles, e não o FMI, a decidir alguma coisa sobre as políticas a desenvolver nos próximos anos em troca de um empréstimo que vai ser pago com língua de palmo pelos mesmos de sempre. Como se não fossem eles quem se acotovela para assegurar a possibilidade de serem os próximos executantes de tais políticas.

Em bom português, isto chama-se aldrabar o povo. Vender gato por lebre. E ainda aproveitar a pele para futuras manigâncias. Quanto ao essencial, o que de facto vai ser imposto ao povo e ao País, silêncio quase total. O FMI também já sabe que há muitas maneiras de matar pulgas.

sábado, 7 de maio de 2011

Próxima paragem: Dublin!


O FC Porto está na final da UEFA Europa League, em Dublin, onde vai defrontar outra equipa portuguesa, o SC Braga. O Villarreal não conseguiu travar a campanha esmagadora dos Dragões, apesar de ter vencido por 3-2 no encontro da segunda mão das meias-finais, esta quinta-feira. A passagem à final ficou decidida no início da segunda parte e os Dragões souberam resguardar-se para chegar à Irlanda na máxima força.

Há que dar o devido destaque à crença do Villarreal, que entrou em campo acreditando na reviravolta na eliminatória. No entanto, isso só dá mais valor à exibição portista nos jogos frente ao poderoso «submarino amarelo» (vitória por 7-4 nas duas mãos). Neste segundo encontro, os Dragões deixaram sangue e suor em campo, mas não houve lágrimas. Ou então, foram apenas de alegria. O objectivo traçado pelo plantel no dealbar da época está à distância de uma vitória.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O dia do meu Aniversário - VIVA O 1º DE MAIO


Nasci para o mundo no dia 1 de Maio, é um dia especial para mim, não só porque faço mais um anito, mas, sobretudo porque é um dia de luta pelos direitos, contra a escravidão e que devia ter uma participação massiva de todos os que trabalham e para ganhar uma miséria e ainda por cima tem de pagar as asneiras destes ladrões que nos tem governado nos últimos anos.
Eu vou participar porque não pertenço a este povo arrebanhado como dizia já Guerra Junqueiro, se está a tornar num;
Um povo imbecilizado e resignado,humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo,
burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas,
feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O FMI para leigos

Estou farto e cansado de ouvir as pessoas falar no FMI, a grande maioria nem sequer sabe o que é, e como funciona por isso acho pertinente deixar aqui umas dicas...quem não gostar que não coma!
O FMI é uma estrutura de coordenação financeira do grande capital transnacional. O seu objectivo declarado é uma quadratura do círculo: o capitalismo pretenderia, com a sua criação, estabilizar o seu sistema monetário e preservá-lo das crises cíclicas do capitalismo.

Os países membros têm direito a voto na proporção da sua contribuição para o Fundo. Os 10 maiores contribuintes – EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Arábia Saudita, R. P. China, Canadá, Rússia – representam 55,3% da capacidade total de votos. De todos os países membros do seu conselho executivo, apenas um tem direito de veto – os EUA.

Na história do FMI destaca-se a simpatia por ditaduras fascistas e tiranias militares. Certamente porque regimes desse tipo facilitam a aplicação das suas «receitas de estabilização financeira», cujo padrão comum são os cortes nos serviços públicos e nos direitos dos trabalhadores, as privatizações, as «medidas de austeridade» para o povo. Os resultados conseguidos são, em todos os casos, muito semelhantes: o apoio do FMI ao Chile de Pinochet traduziu-se num aumento da dívida de 47%; ao Haiti de Jean-Claude Duvalier, de 78%; à Indonésia de Suharto, de 98%; ao Paraguai de Stroessner, de 96%1.

O actual presidente do FMI é um «socialista» francês, Dominique Strauss-Kahn. Entre o seu vasto currículo, tem o nome associado a um relatório que documenta o carácter radicalmente antidemocrático do projecto de «construção europeia» do grande capital. Datado de 2004, as suas «50 propostas»2 traçam o caminho da união política de uma UE federal, imperialista, comandada pelas grandes potências europeias, construída segundo um programa verdadeiramente totalitário em que os pequenos países seriam inteiramente esmagados. A primeira etapa desse processo já está concretizada com a aprovação, com outro nome, da «constituição europeia» que esse relatório preconizava.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desejo a todos uma Santa e Feliz Páscoa.



Que cada um de nós faça do seu dia a dia uma ressurreição constante, morrendo para o egoísmo, para a indiferença, para o comodismo, para o snobismo, numa abertura ressuscitada aos outros, na solidariedade e na paz.

O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 Arrifanenses.



Arrifana, lembrou no passado domingo,um acontecimento de extraordinário significado! O fuzilamento, em 17 de Abril de 1809 pelas tropas invasoras francesas, de 62 arrifanenses.
O respeito pelos antepassados, principalmente por aqueles que pagaram com o seu próprio sangue a vontade de defenderem a sua Terra, leva-nos a desejar manter viva a Memória dos Mártires de Arrifana perpetuada nas Alminhas, no Retábulo e no Monumento que várias gerações de arrifanenses foram erguendo para que jamais fossem esquecidos.