terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Aqui

Aqui onde a chuva cristalina não vem teu rosto beijar
onde o vento não dança nem canta
aqui onde as crianças não podem na rua brincar
e o teu grito morre na garganta

aqui onde não há trabalho
não há searas de pão
onde não há casa para habitar
aqui onde é urgente sonhar
onde se perde razão
aqui onde tudo está a secar

aqui... meu amor estamos

Amanhã quero levar-te daqui
quero dar-te a mão
e de mansinho caminharemos juntos para a fonte da liberdade

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