Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
AINDA NÃO APRENDI
AINDA NÃO APRENDI
Cada vez me convenço mais que, mesmo com muita vontade de aprender, tenho dificuldade em fazer, aprender e gostar de certas coisas, ainda não aprendi, a gostar de números e continuo a ser um zero a matemática: Gosto do cheiro do café pela manhã, gosto de tomar sumo de laranja natural em jejum, mas ainda não aprendi a tomar um pequeno-almoço completo ao levantar.
Não gosto de jogar nenhum tipo de jogo e até mesmo quando no infantário os jogava com as crianças, consegui aprender a ter prazer pessoal quando com eles jogava. Gosto de andar à chuva, de sentir o cheiro a terra molhada depois da chuva, ou então, quando na minha terra, sentir o aroma de alfazema, jasmim e rosmaninho, numa fusão a que gosto de chamar infância. Mas não gosto do calor e passear pelas ruas ou jardins quando o sol aperta.
Gosto do cheiro do mar e de contemplá-lo ao entardecer, gosto de entrar nas suas águas, mas continuo a não saber nadar bem, por medo das suas ondas. Gosto de semear flores, adoro oferecer plantas, gosto de comer morangos e cerejas.
Gosto de livros, gosto de os ler, de os acariciar e tê-los sempre por perto de mim, gosto de ouvir discos de vinil no gira-discos que foi da minha familia. Não gosto de emprestar os meus livros e não consigo partilhá-los, nem gostar da música que me é imposta na rádio ou na televisão.
Ainda não aprendi a despir os afectos, gosto que gostem de mim, mas não gosto de me impor nem de me sentir a mais.
Não tenho o dom da palavra e socorro-me muitas vezes da escrita para exteriorizar o que sinto. Gosto, preciso de escrever, como preciso de respirar. Mas não sei confortar com palavras quem de me mim precisa, não sei ter a palavra certa no momento certo, sem me recorrer da escrita. Não sei dizer adeus, não sei mentir, não sei reter as lágrimas. Mas sei dar um abraço, sei transmitir amizade e ternura nos meus gestos e por vezes consigo trazer sorrisos de volta.
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