quarta-feira, 30 de março de 2011

É por causa disto que cada vez pagamos mais impostos



Quanto gasta o PM por dia ???? !!! Ora vejam sff.
É de loucos!!!! Claro que será (também) por isto que o FMI (ou semelhante) lhes faz medo . . .
De acordo com a revista Sábado de 21-10-2010, apresentam-se de seguida algumas das despesas do Gabinete do sr. Sócrates:

- 436,70 €/dia em combustíveis (aos preços de hoje são 454,9 km/dia);
- 382,00 €/dia em chamadas de telemóvel (são 53 horas/dia ao telefone);
- 370,00 €/dia em deslocações e estadas;
- 750,00 €/dia em despesas de representação; [no orçamento de 2011, aumentram estas em 20%]
- 276,00 e/dia em refeições;

Só aqui já vamos em cerca de 2.216 € por dia, mas há mais:- 220,00 e/dia em locação de material de transporte;

- 72,81 €/dia em telefone fixo;
- 1.434 €/dia em aquisição de bens;

Já vamos em cerca de 3.940 € por dia.

E então que dizer do seguinte:

- 448 são as viaturas da presidência do Conselho de Ministros (gabinete do sr. sócrates e do sr. pedro silva pereira);
- Desde Outubro de 2009 Sócrates nomeou 71 pessoas para o seu gabinete, onde se incluem 13 secretárias e 20 motoristas;

Vale a pena ver o artigo. No total é um gasto médio diário de 11.391 €.

ATENÇÃO QUE É MESMO POR DIA!!!

Assim sim, agora já compreendo e até já estou disposto a pagar mais impostos.
O tal país periférico, pobre, tretas e mais tretas.
A bem da Nação...
Viva a República dos Golpes...

sexta-feira, 25 de março de 2011

A IGREJA DA MINHA TERRA




A torre da igreja da minha terra, é a fonte de onde ecoam tristezas e alegrias, esperanças e desesperanças, emitidas pelo som dos seus sinos que anunciam a hora da missa, a hora da hora, os casamentos e as mortes, enfim coisas da vida.

A igreja da minha terra é linda como linda são todas as igrejas de centenas de pequenas terras do meu País. É soberba, imponente, e mais imponente fica, quando avistada de quase todos os cantos da minha terra, mas ela - sem vergonha e ao contrário - avista ela própria a Vila, as casa, os fiéis e infiéis com Deus e com os homens, e contempla em todos as suas vertentes - a hipocrisia dos hipócritas, a devoção dos devotos, a amizade dos amigos, a dignidade dos dignos e a indignidade dos indignos, o cinismo dos cíniscos, o desamor dos sem-alma.

A igreja da minha terra deslumbra, com sabedoria, os homens simples, dignos e comuns que são políticos na vida, e os políticos indignos que não são homens na vida. Ela contempla ainda - com o mesmo carinho e reverência - os que vieram de fora para ficar por opção, e os que nasceram aqui, e daqui partiram em busca de uma nova prespectiva de vida.

A igreja da minha terra é para mim mais que um simples e belo templo, é um regaço que embala, consola e anima. Como um regato, que mata a sede porque traz a "água que jorra para a vida eterna". A igreja da minha terra é como uma seara imensa, que espera operários sejam eles da primeira hora, da segunda, da sexta e até da nona.

Talvez sela por isso que o sol vindo lá da Serra da Freita - a primeira coisa que faz é dar uma lambidela na torre da igreja da minha terra, onde repousa, os seus raios, lentamente, de cima para baixo, até atingir as ruas e as casas e contemplar com o seu calor e carinho o povo da minha terra.

Ah, já me esquecia, a minha terra é Arrifana.

quinta-feira, 24 de março de 2011


A demissão do Governo, a convocação de eleições até Junho e a pressão dos mercados fazem hoje as primeiras páginas dos principais jornais nacionais.
José Sócrates, que apresentou ontem a demissão a Cavaco Silva depois do chumbo do PEC IV, será candidato às próximas eleições legislativas, as quais, segundo a imprensa, terão lugar antes do verão.

O "Diário Económico" lembra, citando especialistas, que um Governo de gestão pode oficializar e negociar um pedido de resgate internacional em caso de ruptura financeira, mas a aprovação das medidas que implicam um pedido de ajuda ao fundo europeu e ao FMI terão de aguardar por um novo Executivo e por um novo Parlamento, em caso de eleições antecipadas.

Segundo o "Diário de Notícias", apesar de demissionário, Sócrates mantém poder para pedir ajuda ao FMI.

De acordo com o Público, Portugal precisa de 8,3 mil milhões de euros em dois meses sob pressão dos mercados.

E, segundo o jornal "i", em Bruxelas há poucas dúvidas de que o chumbo do PEC vai equivaler à antecipação do pedido de ajuda de Sócrates.

Já a estratégia do PSD para preparar governo merece destaque no "Correio da Manhã", que avança que Passos vai travar o corte nas reformas com a subida da taxa máxima do IVA, dos actuais 23% para 24% ou 25%. O jornal avança ainda que é intenção do líder do PSD fundir os ministérios da Justiça e Administração Interna.

como se pode ver nestes comentários não existem trabalhadores nem desempregados só o problema dos mercados...

Não há limites para a desfaçatez


Paulo Azevedo, presidente executivo da SONAE SGPS. Pronunciou-se sobre a situação do País, numa entrevista ao JN de domingo aproveitando para, pasme-se, solidarizar-se com «as gerações mais novas» que «têm razões de protesto».

O filho do terceiro homem mais rico do País (afirma a Forbes) diz mesmo que «estamos todos à rasca». Sim, leram bem. Diz o Paulo dos Continentes, da Optimus, da Worten e do Público, que estamos todos à rasca! Mas que «é preciso compreensão da juventude», pois, segundo ele, «há uma dificuldade geral do País». E disse isto sem que a entrevistadora contrapusesse, ao menos, o argumento que não estaremos todos na mesma, ou que os êxitos que Paulo Azevedo atrás descrevera o isentava, pelo menos a ele, da condição de «à rasca». Mas nada, nem uma palavra, nem o mais leve questionamento.
Fica pois provado que não há limites para a desfaçatez

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cambalhota a 100 à hora



O centésimo golo de uma época ainda longe do final não foi só atingido, mas também superado. A chapa 100, a que Maicon fica intimamente ligado, passou rapidamente à história, resistindo apenas ao longo de 12 minutos de uma segunda parte fantástica, que ficou a dever outros números à exibição (3-1). Por falar em cifras, falta acrescentar que o FC Porto fica apenas a uma vitória do título.

quinta-feira, 17 de março de 2011

«Precários nos querem, rebeldes nos terão!»,


~
Avisava um pano na gigantesca manifestação da «Juventude à rasca» que, no passado sábado, desaguou no Rossio, em Lisboa, uma concentração de 180 mil pessoas protestando contra o Governo e as políticas que multiplicam o desemprego e a precariedade sobretudo nos jovens, a que se somaram mais 80 mil manifestantes no Porto, seis mil em Faro e vários outros milhares em cidades tão espalhadas como Braga e Funchal, Coimbra e Ponta Delgada ou Leiria e Castelo Branco.

Primeira evidência: 300 mil pessoas a manifestar-se no País é um protesto ensurdecedor (número que a polícia – que depende do MAI – se escusou, sintomaticamente, a anunciar).

Segunda: uma manifestação desta envergadura, ainda por cima convocada por facebook em escassas semanas, confirma o descontentamento generalizado (e transversal) que grassa na sociedade portuguesa contra o Governo e a sua política de cortes brutais e generalizados sobre os trabalhadores, uma manifestação e um descontentamento perfeitamente em linha – e em decorrência lógica – com a grande manifestação de protesto nacional da CGTP-IN em 28 de Maio do ano passado (mais de 300 mil pessoas a desfilar na mesma Avenida da Liberdade) e a enorme greve geral que se lhe seguiu, em 24 de Novembro (mais de três milhões de trabalhadores em luta).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Festival RTP da Canção 2011 - Canção nº 10 - "Luta é Alegria" - Homens d...



A vitória da canção «Luta é alegria» no Festival da Canção é, do ponto de vista musical, discutível. Como é discutível o «peso político» atribuído a este facto, como se a votação do público tivesse assumido o carácter de plebiscito do povo português. Assim não foi, e tentar transformar um acontecimento, produto de circunstâncias particulares, num qualquer momento de «viragem histórica» (por mais simpatias que se tenha com a música e seus autores e com a sua vitória no Festival) é semear ilusões inconsequentes e não poucas vezes «anestesiantes» da tão necessária consciência e participação sociais e políticas.

Deixando de lado aqueles que logo no próprio dia no Teatro Camões destilaram todo o seu veneno reaccionário e sectário contra os «Homens da Luta» – e que continuam a fazê-lo – as opiniões sobre esta forma de intervenção dividem-se: entre os que a consideram uma visão anacrónica e caricatural da «luta» e portanto distante da realidade; e os que a consideram uma interessante e inovadora forma artística de «transportar» para os tempos presentes a Revolução de Abril, tentando incutir nas jovens gerações o seu lastro cultural e de participação cívica e política.

Mas, independentemente de naturais diferenças de opinião, há dois factos importantes a registar. O primeiro é que o acontecimento fez sair dos armários o bafiento ódio e o medo que muita «gentinha» tem à Revolução de Abril e à luta popular e de massas. O segundo é que em Maio, por essa Europa fora, muitos milhões de pessoas verão nas suas TV’s uma imagem «estranha»: operários em luta; uma ceifeira alentejana; um cantautor revolucionário; um militar ao lado dos operários em luta e… cravos vermelhos. E vão perguntar-se porquê…

Deseja-se então que os protagonistas deste acontecimento – porque lidando com o que de mais rico, importante e belo existe na nossa história colectiva - estejam à altura das responsabilidades, façam compreender que a luta do povo português tem passado, presente e futuro, que as suas etapas são indissociáveis entre si e que neste país nunca deixaram de existir Homens que lutam. Sempre, e com uma imensa alegria!