Sou um homem, um jovem, um menino, sou a razão e a emoção, sou tudo e sou nada, sou carinho, sou apenas mais um e sou único... Assim como todos são... Ou não! Não me julgue, nem se achar que me conhece, pois realmente não me conhece, não se iluda, não dou garantias, não sou perfeito, não se assuste, algumas coisas são apenas máscaras do primeiro encontro, não se aproxime se já tem a idéia de se afastar
sexta-feira, 11 de março de 2011
Festival RTP da Canção 2011 - Canção nº 10 - "Luta é Alegria" - Homens d...
A vitória da canção «Luta é alegria» no Festival da Canção é, do ponto de vista musical, discutível. Como é discutível o «peso político» atribuído a este facto, como se a votação do público tivesse assumido o carácter de plebiscito do povo português. Assim não foi, e tentar transformar um acontecimento, produto de circunstâncias particulares, num qualquer momento de «viragem histórica» (por mais simpatias que se tenha com a música e seus autores e com a sua vitória no Festival) é semear ilusões inconsequentes e não poucas vezes «anestesiantes» da tão necessária consciência e participação sociais e políticas.
Deixando de lado aqueles que logo no próprio dia no Teatro Camões destilaram todo o seu veneno reaccionário e sectário contra os «Homens da Luta» – e que continuam a fazê-lo – as opiniões sobre esta forma de intervenção dividem-se: entre os que a consideram uma visão anacrónica e caricatural da «luta» e portanto distante da realidade; e os que a consideram uma interessante e inovadora forma artística de «transportar» para os tempos presentes a Revolução de Abril, tentando incutir nas jovens gerações o seu lastro cultural e de participação cívica e política.
Mas, independentemente de naturais diferenças de opinião, há dois factos importantes a registar. O primeiro é que o acontecimento fez sair dos armários o bafiento ódio e o medo que muita «gentinha» tem à Revolução de Abril e à luta popular e de massas. O segundo é que em Maio, por essa Europa fora, muitos milhões de pessoas verão nas suas TV’s uma imagem «estranha»: operários em luta; uma ceifeira alentejana; um cantautor revolucionário; um militar ao lado dos operários em luta e… cravos vermelhos. E vão perguntar-se porquê…
Deseja-se então que os protagonistas deste acontecimento – porque lidando com o que de mais rico, importante e belo existe na nossa história colectiva - estejam à altura das responsabilidades, façam compreender que a luta do povo português tem passado, presente e futuro, que as suas etapas são indissociáveis entre si e que neste país nunca deixaram de existir Homens que lutam. Sempre, e com uma imensa alegria!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário